Opinião

«Como jogam os candidatos à Liga Europeia: o Sporting»

May 08, 2019
Telmo André Sousa

Orientado por Paulo Freitas, o Sporting Clube de Portugal além de ser o atual detentor do título nacional, vai disputar esta Final Four da Liga dos Campeões em casa, o que por si só pode ser um factor de maior motivação para os seus atletas. A juntar a estes fatores temos também o facto de esta final a quatro se realizar apenas uma semana após terem eliminado o Futebol Clube do Porto da Taça de Portugal e por conseguinte ter alcançado o acesso à final a quatro dessa competição.

Defensivamente, os pupilos de Paulo Freitas, quando jogam como visitado, costumam apresentar um bloco alto, que no momento da perda de bola procura condicionar o início de construção adversário pressionando o portador da bola e condicionando as linhas de passe em progressão, embora de forma passiva.

Optam por uma marcação HxH com trocas, tendo algum cuidado defensivo sempre e quando os adversários dispõem de bons rematadores de longa/meia distância. Quando no meio campo defensivo, procuram com frequência pressionar nas tabelas, bem como criar superioridades defensivas sobre o portador da bola.

Em processo ofensivo esta equipa oscila entre sistemas dinâmicos 3:1, 1:3 e 2:2 assimétrico, e um sistema posicional 1:2:1. Sempre bem organizados, procuram várias soluções que na maioria das vezes termina com remate ou finalização no corredor central. As ações ofensivas, por norma, são quase todas elas seguras, permitindo que no momento da perda de bola os jogadores estejam colocados de forma a não permitir que a equipa adversária consiga sair em contra-ataque.

Como pontos fortes desta equipa destacaria as imensas soluções individuais ao dispor do coletivo e o equilíbrio posicional que mantêm quando atacam, minimizando os possíveis estragos no momento da perda da bola.

Como pontos fracos, apesar de tarefa difícil, destaco o momento de transição de 2x1, em que o defesa recua demasiado rápido dando espaço para a aceleração por parte do jogador com bola e o comportamento do Ângelo Girão que muitas vezes procura antecipar a ação do portador da bola.

No seu todo é uma equipa que apresenta imensas soluções coletivas e individuais, sendo árdua a tarefa destacar um ou outro jogador. Mesmo assim, não posso deixar de destacar o desempenho do Ângelo Girão na defesa das redes sportinguistas bem como a genialidade de jogadores como Pedro Gil ou Ferran Font.

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