Opinião

«Como jogam os candidatos à Liga Europeia: o Barcelona»

May 10, 2019
Telmo André Sousa

O Futbol Club Barcelona, apresenta-se em Lisboa trazendo na bagagem a conquista de 4 das 5 competições já disputadas na presente temporada (Taça do Rei, Taça Intercontinental, Taça Continental e OK Liga), tendo perdido apenas a Supertaça para o Liceo. No seu rico palmarés conta já com 22 taças da Liga Europeia, sendo, sem sombra de dúvidas, o clube com o maior número conquistas desta prestigiada competição.

Uma das principais características da equipa liderada por Eduard Castro é a forma como defende. À semelhança do seu opositor na meia-final de sábado, frequentemente inicia a sua organização defensiva num bloco alto e pressionante sobre o portador da bola, optando por defender HxH com trocas. Dentro do meio-campo defensivo procuram condicionar linhas de passe defendendo com um bloco bem aberto, mas com rápidos e constantes ajustes.

No momento da organização ofensiva optam por sistemas dinâmicos 3:1 e 1:3 (preferencial). É uma equipa paciente na procura do espaço ou da linha de passe para finalização. Mudam o comportamento ofensivo quando detectam algum erro na organização defensiva contrária, procurando rápidas situações de finalização.

Como pontos fortes, terei de destacar o seu colectivo, que é constituído por executantes de classe Mundial, bem como a qualidade de passe e de finalização de todos os jogadores do plantel liderado por Eduard Castro. Também é importante realçar, como um dos pontos fortes desta equipa, as acções defensivas individuais de 1x1.

Não é tarefa fácil enumerar pontos fracos a esta equipa. Apesar disso, gostaria de destacar a falta de equilíbrio que existe no momento da perda bola, permitindo assim que os adversários possam ter acções de contra-ataque em superioridade numérica. Bem como a reacção tardia do 2º defesa aquando do momento de troca defensiva.

Desta vez e para terminar, gostaria de destacar dois jogadores. O histórico Aitor Egurrola, provavelmente um dos melhores guarda-redes da história da nossa modalidade. E a qualidade inconfundível, nas finalizações dentro da área, do capitão da selecção portuguesa, João Rodrigues.

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