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Olha a Laurinha, lá vai toda decidida...

Jul 23, 2019

Já mais Dona Laura do que Laurinha, Laura Puigdueta foi uma das grandes figuras do Campeonato do Mundo Feminino, culminando uma época extraordinária e afirmando-se definitivamente como uma das melhores jogadoras da actualidade.

No Palau desde os 12 anos – depois de ter começado no Caldes –, esteve na histórica subida do clube catalão à OK Liga feminina em 2011, vencendo a competição, pela primeira vez na história do emblema, em 2015.

Esta temporada, o Palau conquistou o seu segundo título máximo espanhol e Laura Puigdueta foi escolhida como MVP (Jogadora Mais Valiosa) da competição. Na OK Liga, terminaria com 32 golos, apenas aquém (na sua equipa) dos 36 de Aina Florenza, que em muito beneficiou de Puigdueta ser “apenas” a sexta melhor marcadora... mas a rainha das assistências.

O Palau foi finalista europeu pela primeira vez na sua história - perdendo para o Voltregà, no prolongamento – e conquistaria a OK Liga na derradeira jornada. Depois, Puigdueta focou-se na selecção, chamada pelo basco Ricardo Ares.

Laura Puigdueta assinou um dos golos da final do Campeonato do Mundo

Aos 23 anos, Laura Puigdueta tinha já um currículo invejável na “La Roja”, com a conquista de quatro campeonatos da Europa (2011, 2013, 2015 e 2018, sempre com Portugal vice-campeão) e dois campeonatos do Mundo (2016 e 2017). Conquistaria, em pleno Palau Blaugrana, numa grande final frente à Argentina, o seu terceiro mundial.

Na decisiva partida do Campeonato do Mundo Feminino, Laura Puigdueta fez o 2-3 para a Espanha ainda na primeira parte, garantindo vantagem ao intervalo de uma partida que terminaria com a vitória por 5-8 da “Armada Invencível”.

A caminhada começou com um triunfo por 0-7 sobre a França. Seguiu-se um tangencial triunfo por 2-3 sobre o Chile, alertando que o percurso não seria fácil. A vitória por 9-0 com a Suíça no fecho da fase de grupos e novo triunfo sobre a Alemanha por 0-7, já nos quartos-de-final, levaram a um emotivo embate com a Itália nas meias-finais.

Frente às transalpinas, a Espanha carimbaria a presença na final apenas no prolongamento, com um triunfo por 2-4, num jogo em que Laura Puigdueta foi a grande figura. Apontaria dois golos já na segunda parte do tempo extra, depois de já ter marcado o segundo de “La Roja” no tempo regulamentar. E colocava a Espanha na sua terceira final mundial consecutiva.

Puigdueta e Agudo, as duas melhores marcadoras do Mundial

A prova terminaria com nove golos de Puigdueta, apenas menos um que a super-estrela argentina “Luchi” Agudo, melhor marcadora da competição.

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