Entrevista

«Questionei o rendimento de alguns jogadores»

Dec 01, 2014

A meio da semana, a notícia da saída de Vítor Fortunato do comando técnico da Oliveirense marcou a actualidade hoquística. O HóqueiPT esteve à conversa com o ex-treinador da equipa de Oliveira de Azeméis.

O que é que correu mal nesta passagem pela Oliveirense?

A principal razão foi que as expectativas e a pressão inicial que meteram sobre a equipa foi exagerada. A pressão de ser campeão tirou um pouco a tranquilidade e trouxe muita ansiedade à equipa.

Depois, foram os resultados... quando começou o campeonato os resultados desportivos não foram aquilo que tanto eu como a direcção perspectivávamos e isso foi um dos factores que ajudou a este desfecho.

A aventura de Vítor Fortunato no banco da Oliveirense durou cerca de três meses

Sentiu falta de apoio da direcção ou do grupo?

Da direcção não senti falta de apoio. Desde logo, fez-me o convite para treinar uma equipa deste nível, portanto não foi por aí. Mas senti, a partir de uma certa altura, que começou a haver interferências ou tentativas de interferência no trabalho de treinador por parte de algumas pessoas da estrutura do plantel e isso resultou em alguma instabilidade a nível do trabalho. Isso senti, e não vou esconder.

E também questionei o rendimento de alguns jogadores, que levou a ter alguns resultados menos positivos. De certos jogadores - não foi de todos, é evidente - houve uma falta de rendimento que foi notória.

Houve diferenças neste regresso a Oliveira de Azeméis, agora como treinador?

A Oliveirense é um clube que cria todas as condições para se ter um bom trabalho e não notei grandes diferenças. Foram seis anos como jogador e agora as pessoas acarinharam-me na mesma.

Fortunato vestiu a camisola da Oliveirense entre 2003 e 2009

Com o Vítor entraram três jogadores: Xavier Puigbi, Albert Casanovas e Martin Montivero, este já com passagem pelo Candelária. Vão singrar no hóquei português?

Acho que sim. São três jogadores que ao nível técnico são muito bons e a nível pessoal são boas pessoas. E são bons profissionais. Penso que têm tudo para singrar em Portugal.

E agora, planos para o futuro?

Para já vou fazer uma pausa. Tenho tempo para pensar no meu futuro. É ver e esperar. Ver também o que quero para mim, se o caminho que quero seguir é o de treinador. Mas tenho algum tempo para fazer essa reflexão. Vamos ver se surge ou não um projecto que me cative. Tenho alguma margem, por isso, com tranquilidade, vou pensar nessas situações todas.

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