Breve

João e Hélder marcam, mas é Tiago que fica com a (Super)Taça

Sep 16, 2019

Foto de capa: Luís Velasco

O Reus conquistou a segunda Supercopa da sua história ao vencer o Barcelona por 3-2.

Vencedor de uma versão oficiosa em 1984, o Reus só tinha conquistado oficialmente uma Supercopa em 2006, então a duas mãos, frente ao Barcelona. E, depois disso, perdera duelos com os blaugrana, recordistas de triunfos na prova, em 2007, 2011 e 2013.

Para a decisão deste ano, Reus e Barcelona apresentaram-se desfalcados. Edu Castro não pôde contar com Pau Bargalló, que estará ausente mais duas semanas, ao passo que Jordi Garcia não tinha César Carballeira, que, a contas com uma fractura de tíbia e perónio terá um longo período de recuperação pela frente.

Tiago Rafael, na sua segunda temporada no Reus, conquistou o seu primeiro troféu em Espanha.

A grave lesão de Carballeira terá, no entanto, servido de motivação extra a um Reus que só teve um reforço – o jovem Pablo Najera (ex-Vendrell) – neste defeso. “Ànims César” foi o mote. E, se a conquista ajudasse, César estaria de volta amanhã.

Depois do triunfo por 4-2 frente ao Liceo, estando a vencer por 3-0, o Reus voltou a partir na frente na partida decisiva, chegando ao intervalo a vencer com um golo solitário de Marc Julià… que em tempos idos foi uma das coqueluches dos escalões de formação do Barcelona.

Na segunda parte, a partida, tensa, seguiu sem mais golos até oito minutos do final, com o duo luso do Barcelona a dar cartas… e golos. Julià desperdiçara um livre directo depois de um azul a Panadero, e João Rodrigues fez a igualdade, mesmo em desvantagem numérica. E, 20 segundos volvidos, Hélder Nunes não desperdiçou um livre directo depois de azul a Julià.

João Rodrigues e Hélder Nunes viraram o jogo no espaço de 20 segundos. Mas o Reus daria a volta.

Viviam-se momentos loucos no Les Comes de Igualada, e a resposta do Reus não tardou. Alex Rodríguez fez o 2-2 e, com seis minutos e meio para jogar, as equipas estavam igualadas em golos e em faltas. Nas perigosas nove…

A décima falta caiu primeiro para o Reus, mas Hélder não conseguiu voltar a ter sucesso perante Ballart. E antes que o Barça incorresse na sua décima – que Alex Rodriguez, atirando fortíssimo ao ferro, também não conseguiu transformar em golo –, Romà Bancells viu-lhe ser atribuído o golo decisivo, num remate que ainda terá desviado em Salvat. Bancells que, com o Vic, em 2009 e 2010, também “tirara” a Supercopa ao Barcelona.

O troféu, dedicado ao ausente Carballeira, é o primeiro conquistado por Tiago Rafael em Espanha. O internacional português chegou ao Reus em 2018.

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