Notícia

Cortijo para o lugar de Boada nos Sub-17 de Espanha

Nov 22, 2019

Carlos Cortijo foi anunciado como o novo seleccionador espanhol de Sub-17.

O madrileno de 36 ano substitui no cargo Jordi Boada, que, em dois anos à frente do mais jovem seleccionado do país vizinho, logrou a conquista dos europeus de Correggio (2018) e Torres Vedras (2019).

Com uma breve passagem pelo Hóquei português – meia temporada em 2004/05, às ordens de Paulo Batista no Portosantense -, Cortijo representou também enquanto jogador o Alcobendas, Vigo e Lloret, regressando depois a Alcobendas para a Primeira Nacional, o escalão secundário espanhol.

Cortijo, na Final Four da Liga Europeia, pelo Vendrell de Cabestany

Em 2013, pouco depois de ter sido pai e quando tudo apontava para a sua fixação (familiar e desportiva) em Madrid, foi surpreendido pela chamada de Guillem Cabestany para um sensacional Vendrell que vinha da conquista da Taça do Rei e da Taça CERS. Naquela que seria a sua última temporada como jogador, e às ordens do agora treinador do Porto (e ao lado de Sergi Miras e Xavier Puigbi), reconquistaria a Taça do Rei e chegaria à Final Four da Liga Europeia, ainda hoje feito inédito do clube.

Pendurando os patins com apenas 31 anos, voltou a casa e assumiu o cargo de director desportivo do Rivas Las Lagunas treinando a nível de formação naquele clube madrileno.

«Queremos ganhar, mas todos têm de ter oportunidades»

Carlos Cortijo terá a complicada missão de dar continuidade ao trabalho e títulos de Jordi Boada, que assumira o lugar de Ivan Sanz após a prata em Fanano.

No último Europeu, em Torres Vedras, Boada logrou com La Roja a primeira revalidação do título desde 2012 na prova que se disputa anualmente. Para além de dois jogadores do Barcelona, a chamada de Boada mostraria o que de bom se faz na formação do país vizinho em clubes sem representação na OK Liga como Manlleu (quatro atletas), Alcobendas, Rivas Las Lagunas, Sant Cugat e Cajar.

Duas “finalíssimas” emocionantes frente a Portugal valeram dois títulos europeus a Jordi Boada

Depois de um percurso exemplar, a Espanha chegou ao derradeiro jogo com Portugal a precisar apenas de um empate e Boada surpreendeu perante a avalanche ofensiva lusa – que tinha de vencer -, substituindo o guarda-redes ao intervalo.

Javier Sanchez estivera perfeito na primeira parte desse decisivo jogo, mas, sem abdicar do objectivo primordial de todos jogarem em todos os jogos, Oriol Codony foi lançado para a etapa complementar. Ainda com mais trabalho do que Javier, Oriol protagonizou também uma grande exibição e os dois “porteros” garantiram o título para La Roja e Jordi Boada, que falou ao HóqueiPT no final do encontro e do evento.

No último defeso, Boada assumiu o lugar de treinador da equipa feminina do Manlleu que disputara, até à derradeira jornada, o título da OK Liga feminina com o Palau. Nos seis jogos realizados, o Manlleu – que integra o grupo do Benfica na Liga Europeia Feminina – soma quatro vitórias, um empate (com Voltregà) e uma derrota (com o Gijón).

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