Notícia

'Revolucionário' Cabestany com voto de confiança para sexta temporada

Jan 13, 2020

O Porto anunciou na passada quinta-feira a renovação por mais uma temporada com Guillem Cabestany, prolongando o vínculo com o técnico catalão até 2021 numa relação que já vai para a sexta temporada.

Vencedor de duas Taças do Rei e uma Taça CERS pelo Vendrell e de uma Coppa Italia pelo Breganze, Cabestany chegou ao Dragão em 2015, com um compromisso de duas temporadas. Em Janeiro de 2016, oi anunciada a renovação até 2018. Em Junho de 2018, oficializou-se a ligação até 2019 e, em Dezembro de 2018, até 2020. Agora, com meia época por disputar e ainda tudo em jogo, é reforçado o voto de confiança para 2020/21.

Porto voltou a falhar em Maio último a conquista da Liga Europeia, e o grande objectivo de Cabestany, depois de ganhar tudo a nível interno, será pôr termo à maldição internacional do Dragão

Aos 43 anos, Cabestany já ganhou tudo a nível nacional pelos dragões. Três Taças de Portugal (2016, 2017 e 2018), quatro Supertaças (2016, 2017, 2018 e 2019), dois Campeonatos (2017 e 2019) e a semioficial Elite Cup (2019) são provas de competência, numa maneira de ver o Hóquei em Patins que recolhe elogios um pouco por toda a parte.

No entanto, o título mais ambicionado – no que parece ser uma maldição para o lado do Dragão – teima em escapar. O Porto chegou à final da Liga Europeia nas duas últimas temporadas, mas claudicaria perante Barcelona e Sporting.

“Revolució”

Era uma vez um português, um espanhol e um francês. E um italiano e um argentino. E, agora, um colombiano.

Podia ser uma anedota, mas é um caso sério – e inédito – de multiculturalidade no Hóquei em Patins. Com a saída de Hugo Santos e a incorporação de Andrés Castaño, que já rendera o internacional jovem português na Elite Cup, o plantel principal do Porto apresenta-se com quatro portugueses, dois espanhóis, um argentino, um italiano, um francês e um colombiano, numas inusitadas seis nacionalidades representadas.

Rafa, que recentemente renovou até 2022, é o único jogador do actual plantel que não entrou/regressou pela mão de Cabestany

Em cinco defesos, o acérrimo catalão Guillem Cabestany transfigurou quase completamente o plantel do Porto, só restando Rafa de uma equipa de 2014/15 que contava apenas com um estrangeiro (mas há muito radicado na Invicta): Edo Bosch.

A chegada de Cabestany coincidiu com as saídas de Caio, Pedro Moreira, Reinaldo Ventura e Ricardo Barreiros. Finda a primeira época sairia Edo Bosch. No final da segunda, Vítor Hugo, e, no fim da terceira, Jorge Silva. No último defeso, seria a vez de Hélder Nunes e Nelson Filipe.

Entretanto, o grupo liderado por Cabestany viu chegar e sair Telmo Pinto (quatro temporadas), Carles Grau (três), Ton Baliu e “Alvarinho” (duas) e Hugo Santos (temporada e meia) para chegar à forma actual.

O colombiano Andrés Castaño é o 20º jogador no plantel principal de Cabestany e reforça a multiculturalidade do grupo

Tiago Rodrigues, Di Benedetto, Miras, Malian e, agora definitivamente, Andrés Castaño estão na sua primeira temporada no plantel principal dos azuis-e-brancos e Giulio Cocco e “Poka” apenas na segunda. Reinaldo Garcia e Gonçalo Alves, na quinta temporada consecutiva de Dragão ao peito, e Rafa na sexta são os mais “antigos” e pilares de que Cabestany não abdica.

Entre entradas e saídas, o jovem Andrés Castaño é o 20º jogador a “tempo inteiro” no plantel principal às ordens de Cabestany e já se fala de mexidas para a próxima temporada…

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