Notícia

«O meu objectivo principal é voltar a Portugal»

Mar 11, 2020

Na 11ª emissão do Vamos Falar de Hóquei em Patins esteve Francisco Veludo. Entre momentos mais emotivos e notas de boa disposição, o guarda-redes da equipa italiana do Breganze e da selecção angolana levou-nos pela sua carreira.

Da Académica da Amadora, onde deu os primeiros passos, foi para o CACO, mas apenas por dois meses, antes de ser levado por Pedro Nunes para o Hockey Club de Sintra. Ali terminaria o seu percurso nos escalões de formação. O primeiro ano de sénior foi em Oeiras, chamado por um ídolo, José Carlos, e a partilhar a baliza com outro, Nuno Rosa, e o seu estilo único.

Seguiram-se Os Tigres, onde Daniel Meireles foi marcante e onde forjou as maiores amizades, e o salto para a Juventude de Viana onde foi profissional e lutou por outros objectivos. Mas acabou por sair quando iria ter a concorrência de Edo Bosch, sempre um “monstro” das balizas. Nem que fosse de andarilho…

Em 2016, após um conturbado defeso em que esteve entre Tomar (com compromisso assinado), Espanha e o então campeão europeu Benfica, rumou a Braga. Nos bracarenses, impulsionado pelos colegas, recuperou o ânimo, assegurou o objectivo da subida numa primeira temporada brilhante em que, sem derrotas, andou a conhecer os chuveiros da II Divisão.

Depois de eleito o chuveiro do Académico de Cambra como o melhor do escalão secundário, garantiu o objectivo da manutenção na segunda temporada na cidade dos arcebispos e, em busca de novos objectivos e outra projecção, embarcou para Itália.

A temporada passada, em Vercelli, cedo descambou financeiramente… mas desportivamente correu muito bem, e Francisco Veludo mereceu a chamada de um dos grandes de Itália, o Breganze. “O melhor clube onde estive até agora”, referiu.

Veludo impôs-se num país onde o espaço para estrangeiros é “curto” (três por equipa), mas daqui a ano e meio será inclusivamente “estrangeiro” (não seleccionável) em Portugal, no seu próprio país, mesmo apesar de ter estado em trabalhos da selecção nacional em 2005, 2006 e 2007. “Só não sou estrangeiro em Angola”, apontou sobre a selecção que optou defender e ao serviço da qual guarda o momento desportivo mais doloroso, com o afastamento no Campeonato do Mundo de 2015 frente à anfitriã França.

Com 30 anos feitos em Outubro último, “Xico” tem o objectivo de regressar a Portugal. Para já, ia vivendo quase em “estado de sítio” em Itália e no Hóquei em Patins italiano, sem treinar não obstante a sua região ainda não ter sido afectada por casos. Ironicamente, ao contrário da portuguesa Amadora, onde espera que voltem a ser permitidos voos de regresso a Itália…

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