Vamos Falar de Hóquei em Patins

«Temos de fazer mais pela nossa modalidade, muito mais...»

Apr 04, 2020

Em 2018, Luís Filipe Moreira, "Tikinho" nos meandros do Hóquei patinado, terminava uma relação de duas temporadas e meia com o Hockey Club de Sintra. E dedicava-se à vida profissional, longe das pistas e do trabalho diário de treinador. Mas continuou atento. Esta quinta-feira, Tikinho esteve no "Vamos Falar de Hóquei em Patins".

Nos primórdios da sua relação com o Hóquei em Patins, no Cascais, reconhecendo pouca apetência como atacante, foi para a baliza. Observava mais do que defendia, e cedo abraçou as funções de treinador, começando com a iniciação. Com ideais e uma visão bem definidos, fez o seu caminho. E recorda-o numa entrevista de quase duas horas, sem rodeios, nem receios. "Falo de tudo e não tenho medo de dizer nada", começou por dizer...

Pese alguns detalhes traídos pela inexorável marcha do tempo, Tikinho abordou uma primeira época sem vitórias, mas com evolução dos seu jovens jogadores, que redundou numa época sem derrotas. Chegou a um Sporting diferente dos dias de hoje, mas apostado na formação, e explica os motivos da sua saída, depois de um título em Barcelos, com uma equipa de Sub-17 em que poucos acreditavam.

Na selecção nacional, também não havia esperança num grupo de "passadores de bola" que, afinal, brilharia em Alcobendas em 2013 recuperando um título que escapara nas três edições anteriores. O trabalho com Jorge Lopes permitira uma observação exaustiva, e Tikinho seleccionou jogadores de oito emblemas diferentes para reclamar o título nos arredores de Madrid. Mas a Direcção Técnico mudou. E tudo mudou.

No ano seguinte, para o Europeu de Gujan Mestras, a "cama estava feita", alega. Tikinho anuncia a sua saída ainda antes do evento, mas acaba por acompanhar a selecção ao possível terceiro lugar. Sairia com um título europeu e várias lições para a vida, que somou a outras no Hóquei em Patins, sobre pessoas e o seu comodismo, sobre a sua sobrevivência - a qualquer custo - nos lugares.

Regressa em Alenquer em Fevereiro de 2015 e garante a manutenção da equipa na II Divisão. Em Dezembro desse mesmo ano, ruma ao seu derradeiro projecto, mas o mais recompensante. Implementa o seu modelo, o seu plano de crescimento de atletas, as suas metodologias de treino e conquista atletas, pais e adeptos até à sua saída.

Segue atento, vigilante do comodismo nas instâncias que tutelam a modalidade. Urge mudança, mas não a vislumbra a curto prazo...

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