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Liceo celebra inédito '11 em 11' no arranque da OK Liga

Dec 08, 2020

Foto de capa: HockeyGlobal Net

O Liceo alcançou esta segunda-feira a 11ª vitória consecutiva no arranque da OK Liga e assinalou o feito histórico. Tem agora cinco pontos de vantagem, em busca do seu oitavo título. #OkLiga

Ao vencer o Palafrugell por 5-1, o Liceo somou uma inédita 11ª vitória consecutiva no arranque da OK Liga e, agora com o calendário em dia, afastou-se dos perseguidores.

Não se conhecem casos positivos de SARS-CoV-2, mas a equipa de Juan Copa foi obrigada a adiar vários jogos e a procurar datas para manter o ritmo competitivo e acertar calendário. Esta segunda-feira, na recepção ao Palafrugell, alcançou os 11 jogos de Barcelona (2º), Lleida (3º) e Reus (4º) e, só com vitórias, tem agora cinco pontos de vantagem sobre os blaugrana e nada menos que 10 sobre Lleida e Reus.

A vitória esta segunda-feira, com 500 espectadores autorizados, começou a ser construída cedo, por César Carballeira, mas Franco Ceschim igualou pouco depois, mostrando que a aguardada celebração das 11 vitórias poderia não ser fácil. Até porque o Palafrugell, com apenas seis jogos disputados antes da deslocação à Corunha, só perdera uma vez.

No entanto, a regularidade do Liceo tem sido impressionante. Ainda na primeira parte, Maxi Oruste adiantou “los verdes” novamente e o Palafrugell sabia que o feito de marcar um golo a Carles Grau já fora complicado. Mais do que um só tinha estado ao alcance de Barcelona (3), Vic (3) e Lloret (2).

Na etapa complementar, à passagem do nono minuto, Jordi Adroher e Max Oruste elevaram para 4-1 e sentenciaram a partida. Franco Platero selou o feito histórico.

Poucas mexidas e a tal defesa que ganha campeonatos

O Liceo já estivera bem na última edição da OK Liga e poucas foram as mexidas planeadas no último defeso. Saiu Bruno Di Benedetto, regressou César Carballeira.

Já com a pré-temporada prestes a começar, Jordi Adroher como que “caiu do céu”, obrigando a alguns ajustes. Adivinhando-se poucas oportunidades, os argentinos Facundo Bridge e Fabrizio Cioccale foram cedidos por empréstimo a Riba d’Ave e Braga.

A vitória no Palau Blaugrana (3-4) à terceira jornada de uma edição que será decidida em fase regular, mostrou a ambição do Liceo. Por regra, as equipas que não o Barcelona vão claudicando aqui ou ali, mas – para já – não este Liceo.

Faltando nesta primeira volta as deslocações a Calafell e Reus e a recepção a Caldes e Lleida, compromissos que colocarão à prova a solidez da equipa de Juan Copa, os liceístas têm o terceiro melhor ataque (61 golos), aquém de Barcelona e Reus (65). Adroher é o melhor marcador da equipa, com 14 golos, numa equipa com várias soluções e em que os tentos são bem distribuídos. Marc Grau e Roberto Di Benedetto somam nove, Oruste tem oito e Franco Platero e o capitão "Dava" Torres somam sete.

Por outro lado, e naquilo em que se baseia a conquista de campeonatos, o Liceo é - de longe - a melhor defesa.

Com apenas 13 golos sofridos em 11 jogos, o Liceo deixou três vezes os adversários a zero e, em cinco ocasiões, só sofreu um golo. Carles Grau é o pilar numa muralha sólida, mais forte que a de Barcelona (24 golos sofridos), e com a de Caldes (19 golos sofridos, mas em sete jogos) e Voltregà (22 em oito jogos) a terem de passar por mais provações.

Em busca do oitavo título

O Liceo procura esta temporada o seu oitavo título de campeão nacional, sendo a única equipa não catalã que já logrou esse feito. Os galegos somam sete títulos, longe dos 31 do Barcelona, mas melhor que os cinco de Reus ou Igualada.

No seu período áureo, entre 1983 e 1993, o Liceo conquistou seis títulos. Passaram depois 20 anos, até que em 2013, se intrometessem no feudo blaugrana.

Na temporada de 2012/13, Carlos Gil comandaria uma armada de nomes hoje bem conhecidos, alguns trabalhados por Juan Copa no Cerceda – filial do Liceo - para o “mestre” argentino suprir as inevitáveis e sucessivas perdas para o Barcelona.

No Liceo campeão, Xavi Malián (actualmente no Porto) era o guarda-redes de uma equipa que contava com Jordi Bargalló (Oliveirense), Toni Pérez (Sporting), Matías Pascual (Barcelona), Edu Lamas e Lucas Ordoñez (ambos no Benfica) ou Josep Lamas, que já abandonou. Mas ficou para a história, quando, a 15 de Junho de 2013, foi o autor do quarto golo em Lleida, numa vitória por 3-4 na derradeira jornada – de 30, como está planeado este ano – que valeu um singelo ponto de vantagem sobre o Barcelona. O terceiro, a 17 pontos, seria um inusitado Vendrell, orientado por Guillem Cabestany e com Xavi Barroso como motor.

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