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Liceo e Barcelona num 'El Clássico' pela liderança

Feb 02, 2021

Na próxima sexta-feira, Liceo e Barcelona defrontam-se no grande Clássico do Hóquei em Patins espanhol. Os três pontos em disputa podem valer muito mais do que isso... #OkLiga

Está agendado para próxima sexta-feira, 5 de Fevereiro, pelas 19h30 locais, o Clássico entre Liceo e Barcelona no Palácio dos Desportos do Riazor. Um jogo que muitos etiquetam de "jogo do título".

De facto, sendo que o título será entregue sem playoffs, após o grande Clássico do Hóquei em Patins do país vizinho ainda haverá 36 pontos em jogo, mas Liceo e Barcelona só perderam cinco - um empate e uma derrota - dos 51 que já estiveram em jogo.

O Liceo venceu no Palau Blaugrana (3-4) e ganhou uma vantagem de três pontos, que chegou a cinco quando o Barcelona não foi além de um empate (3-3) na recepção ao Reus.

A equipa galega fez o melhor arranque de sempre da sua história, com 12 vitórias, mas acabaria por ceder um empate (3-3) na recepção ao Caldes.

E, inesperadamente, na "véspera" do Clássico, em Taradell (derrota por 4-2), perdeu os três pontos de vantagem que ainda tinha.

A vantagem "liceal" resume-se agora ao confronto directo. O Barcelona, melhor ataque do campeonato (110 golos marcados), tem melhor diferença entre marcados e sofridos (76 contra 57), tendo o Liceo a "coroa" da melhor defesa, com apenas 23 golos consentidos.

Jogo da primeira volta

Na primeira volta, logo à terceira jornada, o Liceo destacou-se na liderança, surpreendendo no Palau Blaugrana.

O Barcelona vinha de 64 jogos sem perder na sua "fortaleza" e o Liceo não vencia ali desde Dezembro de 2009. No 3-4 final, os portugueses fizeram o que puderam. João Rodrigues inaugurou o marcador e Hélder Nunes apontou os outros dois golos do Barcelona.

Com uma exibição sólida, em particular defensivamente, o Liceo garantiu os três pontos. Jordi Adroher bisou, marcando o primeiro e o último de "los verdes", com Roberto Di Benedetto e César Carballeira a marcar pelo meio.

Sergi Llorca, lesionado, ficou de fora dos 10 de Edu Castro, ao passo que o argentino "Nanu" Castro completou os 10 de Juan Copa.

Últimos 10 embates

No Palácio dos Desportos, no Riazor, a história tem sido diferente, sem domínio dos anfitriões. Na realidade, o equilibrio tem sido a nota dominante nos últimos 10 embates entre Liceo e Barcelona na Corunha.

São quatro empates e três vitórias para cada lado, com resultados para todos os gostos nas últimas três temporadas, as temporadas de Juan Copa e Edu Castro.

Em 2017/18, houve empate a dois, com uma decisão que deu muito que falar nos instantes finais, num golo não validado a Sergi Miras. A decisão do árbitro Sergi Mayor revelar-se-ia acertada e esta sexta-feira volta a merecer a confiança para apitar (ao lado de German Sandoval) o Clássico.

Em 2018/19, logo na ronda inaugural o Barcelona venceu por 4-5 um Liceo de que - apenas duas temporadas volvidas - só sobra o capitão "Dava" Torres, Fabrizio Ciocale e o guarda-redes suplente Martin Rodriguez.

Na pretérita temporada, novamente na ronda inaugural por capricho do sorteio, o Liceo venceu por 2-1. Mas o Barcelona venceria todas as outras 24 partidas realizadas e acabaria por ser coroado campeão.

Nas últimas 10 temporadas, até nos golos há equilibrio. O Liceo soma 33 e o Barcelona 34, numa diferença tangencial que se justifica com duas vitórias por dois golos do Barcelona, quando o Liceo logrou "apenas" uma. Todos os outros triunfos, independentemente do vencedor, foram tangenciais.

Nas aspirações do Liceo a quebrar a hegemonia na OK Liga do Barcelona, pesará que das três vitórias dos catalães nas últimas 10 temporadas, apenas uma foi nas últimas oito...

Treinadores galegos

O Clássico tem a curiosidade de colocar frente-a-frente dois treinadores galegos. Juan Copa nasceu na Corunha há 50 anos e Edu Castro em Vigo há 54.

Ambos estão à frente das suas equipas desde 2017, com a estabilidade no Barcelona - sem muitas mudanças no plantel - a valer títulos a Edu. Nas três temporadas em que lideram as duas equipas maiores do Hóquei em Patins do país vizinho, os catalães sagraram-se três vezes campeões. E os galegos, em permanentes revoluções, foram três vezes "vice".

Juan Copa acaba por se poder vangloriar de apenas uma Supercopa, conquistada em 2018, num panorama quase totalmente dominado por um "super" Barça.

Os portugueses e os "portugueses"

Em pista no Riazor estarão alguns jogadores bem conhecidos das pistas portuguesas.

Desde logo, os portugueses João Rodrigues e Hélder Nunes, respectivamente capitão e sub-capitão da selecção portuguesa campeã do Mundo. Antes de rumarem ao gigante catalão, João esteve nove temporadas no Benfica e Hélder Nunes esteve sete no Porto.

No Liceo, duas das figuras maiores - quiçá mesmo as duas maiores... - da presente edição da OK Liga já defenderam também os dois emblemas portugueses mais titulados.

Jordi Adroher esteve no Benfica entre 2015 e 2020, com a sua história nas águias a terminar numa dispensa que se estranhou. O "mago" é apontado em Espanha como a "contratação do ano", contribuindo no ataque "verde" com 24 golos, bem mais que os 10 de Roberto Di Benedetto ou Maxi Oruste, os segundos mais concretizadores. Ainda assim, Adroher está a um golo dos 25 de João Rodrigues e Pablo Alvarez...

Já Carles Grau não fica aquém de ninguém. O Liceo tem apenas 23 golos sofridos em 17 jogos e Grau é a base da sólida estratégia de Copa. O guardião representou o Porto entre 2016 a 2019, "trocando" com o então "liceal" Xavi Maliàn no regresso a Espanha.

Fugaz foi a passagem de Fabrizio Ciocale, que esta temporada representou por empréstimo o Braga. O Liceo acabaria por chamá-lo de volta em Dezembro para fixar uma base de 10 jogadores para o que resta da temporada e o argentino de 22 anos já fez cinco partidas para a OK Liga e uma na Supercopa.

Os que estiveram do outro lado

A história de Liceo e Barcelona cruza-se no currículo de vários jogadores, grandes figuras da modalidade. Não são raras as vezes que os blaugrana aproveitam o bom trabalho de desenvolvimento feito na Corunha e, na partida desta sexta-feira, entrarão em pista com três jogadores que já chamaram "casa" ao Palácio dos Desportos.

Pablo Alvarez (de 2005 a 2011), Matías Pascual (2011 a 2013) e Pau Bargalló (2014 a 2016) "saltaram" do Liceo para o Barcelona com o sucesso que tem caracterizado o percurso dos jogadores que viajam os quase 900 km em linha recta que separam os pavilhões das duas equipas.

Neste duelo, o Liceo contará também com um jogador que já envergou a camisola do rival. Jordi Adroher foi blaugrana entre 2009 a 2011, mas - apesar dos títulos conquistados - não teve o protagonismo que granjearia noutras paragens. Depois de Barcelona, e antes de chegar ao Liceo, Adroher representou Reus, Breganze e Benfica.

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