Notícia

Factor 'D', de Dario

May 03, 2022

As bolas paradas e, em particular, os livres directos, são cada vez mais decisivos. São momentos de desequilíbrio e, por vezes, de magia. Como a que faz Dario Giménez. Conseguirá o Óquei de Barcelos segurar o seu 'mago' das bolas paradas? #PrimeiraDivisão

A uma jornada do fim da fase regular, as equipas procuram a melhor classificação possível para beneficiarem do factor "C" (de vantagem "Casa") no play-off. Mas, definitivamente decisivo, serão os golos. E, cada vez mais, as bolas paradas e os livres directos são preponderantes e, neste, ninguém marca tantos como Dario Giménez.

Para o Campeonato Nacional da I Divisão, apenas os portistas Gonçalo Alves e Carlo Di Benedetto e os sportinguistas Ferran Font e Gonzalo Romero conseguiram mais golos do que os 29 que Dario Giménez soma. Se os quatro jogadores de dragões e leões - as duas equipas que decidiram entre si a última Liga Europeia, o último campeonato, e a última Taça Intercontinental - estão fora do radar de qualquer outra equipa nacional, o mesmo não se passará com o virtuoso argentino do Óquei de Barcelos. E a sua capacidade inventiva de bola parada atrai inúmeros interessados.

Pese a extensão de contrato ter sido anunciada ainda no decorrer da temporada passada, o argentino nascido em Mendonza tem muitos pretendentes. Muito pela sua capacidade de decisão nos livres directos (mas não só), vão chegando abordagens de Espanha e, em Portugal, há rumores de interesse do Sporting, tantas vezes aquém do desejável no capítulo das bolas paradas.

Podendo o número de "não seleccionáveis" (vulgarmente referidos como "estrangeiros") dos leões ser um entrave, não será de desconsiderar uma eventual partida de última hora, como aconteceu no último defeso com Pedro Gil, ou uma gestão como aquela a que foi obrigado o Benfica quando contava com Sergi Aragonès.

A influência de Dario

Dário Giménez embarcou na aventura europeia em 2009, chegando a Itália para o Giovinazzo. Chegou a ser o melhor marcador da Serie A1 e representou também Matera, Trissino e Bassano antes de rumar em 2016 ao Lleida para duas temporadas na OK Liga, culminadas com um triunfo na Taça CERS num final frente ao Óquei de Barcelos. Regressou a Itália, para o Valdagno, onde cumpriu duas temporadas.

Em 2020, o Óquei de Barcelos aspirava a intrometer-se entre as quatro potências económicas e chamou Dario, talvez "apenas" conhecido do grande público pelos inúmeros "highlights" de malabarismos na transformação de livres directos. Não resistindo ao apelo do dito "Melhor Campeonato do Mundo", o argentino rapidamente conquistou o seu espaço no universo português muito dado ao espectáculo.

A presente temporada começou com a afirmação definitiva, na conquista barcelense da Elite Cup. Em três partidas, Dario Gimènez assinou cinco golos de livre directo em sete oportunidades, contando-se três golos nas "meias" com a Oliveirense e dois na final com o Porto.

Juntaria a estes mais um livre directo convertido na Taça de Portugal e, até agora, impressionantes 16 no campeonato nacional (um máximo na competição), para um total de 22 livres directos convertidos entre 38 golos conseguidos.

Totalmente consolidado aos 35 anos, com um controlo de bola diferenciado, muitas vezes a uma só mão, Dario marcou em 17 dos 25 jogos para o campeonato e cerca de um quarto dos golos dos barcelenses. Dos 29 apontados pelo argentino, os 16 de livre directo foram alcançados em 10 dos jogos.

Por outro lado, o Óquei de Barcelos sofreu (em pista) seis derrotas para o campeonato e, nesses jogos - com Porto, Sporting, Benfica (todos fora), Turquel fora e Valongo e Oliveirense em casa - a equipa às ordens de Rui Neto ressentiu-se da falta dos livres directos de Dario, a transformar apenas três nestas partidas.

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