Notícia

Nem deu para aquecer…

Jun 22, 2015

“Nem deu para aquecer” é uma expressão que se usa para vitórias fáceis. Mas, no jogo de estreia de Portugal no Campeonato do Mundo, foi literal.

Face às regras – por oposição a regulamentos… - em vigor, o encontro entre Angola e Espanha só foi decidido nas grandes penalidades, prolongando o jogo para além do horário previsto. Seguia-se o jogo de Portugal, agendado para as 18h30 de Portugal continental e com honras de transmissão televisiva.

Mas o que seria uma “honra”, tornou-se uma obrigação. Com o horário a derrapar, Portugal e Alemanha praticamente não tiveram tempo de aquecer, entrando a frio. Que o diga o guarda-redes e capitão alemão Patrick Glowka, que nos primeiros 35 segundos sofreu dois golos.

A situação gerou indignação entre a delegação portuguesa e Paulo Rodrigues, chefe de comitiva, fez questão de a expor em conferência de imprensa depois de Luís Sénica ter dado a sua opinião em termos de metodologia de treino, claramente contra a falta de aquecimento.

Regulamentos

A situação que se verificou, já temida em função de um horário muito apertado entre jogos, remeteu para a discussão da decisão dos jogos nesta primeira fase de grupos, uma liguilha onde, pese estar consignado nos regulamentos a obtenção de um empate, tem de haver um vencedor.

Tal decisão partiu do Comité Internacional de Hóquei em Patins, órgão da FIRS com a “pasta” do Hóquei em Patins, e já se verificara em Angola. Como Paulo Rodrigues referiu, Portugal aceita… mas não concorda.

Na fase de grupos, um empate levará a prolongamento em duas partes de cinco minutos que pode terminar a qualquer momento com um golo (de ouro para vencedores, morte súbita para derrotados) ou, caso tal não se verifique, avançará para penaltis. Tal como um jogo resolvido no tempo regulamentar, o vencedor soma três pontos e o derrotado nenhum.

O jogo entre Espanha e Angola foi o primeiro a terminar o tempo regulamentar com um empate, sendo decidido nas grandes penalidades.

A medida visa evitar que haja empates na classificação ao fim de três rondas, sendo alegado que também evita as goleadas massivas porque os golos deixam de contar para desempate. Ou seja, visa que a equipa que se encontra a ganhar “levante o pé” cedo…

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