Notícia

A Continental vista por Feriche

Oct 20, 2015

Afastado do hóquei em patins, Carlos Feriche foi convidado a representar a Real Federação Espanhola de Patinagem na Taça Continental, decidida no último fim-de-semana no Palau Blaugrana.

Para Feriche, o Barcelona não deu hipóteses nesta segunda mão. “Começou muito compenetrado, muito agressivo, não deixou jogar o Sporting, não o deixou fazer o jogo que fez em Portugal”, reflectiu. “Creio que a chave talvez tenha sido o Barcelona 'roubar' tudo”, explicou, elogiando a tenacidade ofensiva do campeão espanhol.

Carlos Feriche esteve oito anos e meio à frente da selecção espanhola, conquistando cinco mundiais e quatro europeus.

O pentacampeão do Mundo sublinhou também a importância do jogo do Barcelona para a OK Liga que antecedeu a partida com o Sporting. “Vinham de perder terça-feira em casa e não acredito que isso tenha favorecido o Sporting. Se alguma hipótese tinha de os apanhar um pouco adormecidos, deixou de ter com a derrota do Barcelona frente ao Voltregà”, analisou. “Entraram ‘super-concentrados’ no jogo”, vincou.

Xavi Costa “rouba” a bola

“O Barcelona teve mais posse de bola, mais oportunidades, teve um hóquei mais ofensivo, mais compenetrado. O Sporting não teve hipóteses de discutir o resultado e um 3-0 na primeira parte é muito difícil de virar no Palau. 3-0 foi duro”, afirmou, questionando as opções leoninas. “Fizeram poucas rotações, jogaram só com cinco, seis. O que se passa com Luís Viana?”, deixou no ar, admirado com a baixa utilização do atacante, antes de regressar à análise da partida.

Feriche questionou os minutos de Viana

“Considero que foi um jogo fácil para o Barcelona. Não sofreu e o Sporting não teve hipóteses de discutir a Taça. Estes jogos exigem que se esqueça do 2-0”, reflectiu. “A meu ver, o Sporting começou um bocado a ver o que acontecia. Estavam a confiar no Girão, a ver que dia teria, e se tivesse um bom dia teriam algumas hipóteses”, opinou. “Assim, se sofrem um ou dois golos como sofreram na primeira parte, ressentem-se e custa pôr a máquina a trabalhar”, realçou, concluído. “O Barcelona foi superior. Aqui é muito difícil ganhar e faltou ao Sporting uma pontinha de sorte, de meter um livre directo ou de livre directo. A parte final da partida acabou por ser muito confortável para o Barcelona", concluiu.

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