Num Clássico empolgante, Ordoñez desequilibra de mão cheia

Num Clássico empolgante, Ordoñez desequilibra de mão cheia

O Benfica venceu esta terça-feira o Paço de Arcos por 4-6, saltando provisoriamente, com mais um jogo que Oliveirense, Sporting e Porto, para o comando da classificação.

Foi o terceiro jogo da era Alejandro Dominguez e o terceiro jogo com uma segunda parte complicada para os encarnados, com as pernas a ainda não acompanharem um conceito de jogo que exige muito fisicamente.

Sempre muito em jogo e rematador, Diogo Rafael “intrometeu-se” na lista de golos dos encarnados
Sempre muito em jogo e rematador, Diogo Rafael “intrometeu-se” na lista de golos dos encarnados

Perante um Paço de Arcos que vencera no João Rocha na jornada anterior – e a quem ficava a dever a aproximação à liderança – o Benfica voltou a ter uma entrada forte e tomou conta do jogo desde cedo.

A equipa da Linha assumia deliberadamente uma postura defensiva para travar o habitual ímpeto inicial do Benfica, mas, aos seis minutos, Lucas Ordoñez inaugurava o marcador. E, quatro minutos volvidos, Diogo Rafael ampliava para dois golos de vantagem.

Paço de Arcos assumiu uma postura claramente defensiva na primeira parte, mantendo-se em jogo para atacar na etapa complementar
Paço de Arcos assumiu uma postura claramente defensiva na primeira parte, mantendo-se em jogo para atacar na etapa complementar

Apesar das águias serem claramente dominadoras e de o Paço de Arcos só muito timidamente tentar o contra-golpe, Rafael Lourenço reduziria, aos 12 minutos, exponenciando a ansiedade encarnada no ataque. Mesmo com muito dinamismo na meia pista adversária, os pupilos de Alejandro Dominguez, perante uma teia defensiva bem montada por Luís Duarte e sentindo a ausência de Jordi Adroher (lesionado), sentiam dificuldades em conseguir boas situações para alvejar a baliza à guarda de um seguro Diogo Rodrigues.

Diogo Rodrigues voltou a estar em excelente plano
Diogo Rodrigues voltou a estar em excelente plano

Lucas Ordoñez, irrequieto e a tentar o remate por todas as nesgas que vislumbrava, faria o 1-3 com que se chegaria ao intervalo, para uma vantagem justificada, mas curta para o domínio encarnado. No entanto, na pista de um Paço de Arcos na luta pela manutenção e a contas com três lesões no plantel, aparentemente suficiente para se gerir em vésperas de um dérbi com o campeão nacional [próximo domingo, os encarnados recebem o Sporting].

Aparentemente…

Paço de Arcos assumiu uma postura mais ofensiva na segunda metade de jogo
Paço de Arcos assumiu uma postura mais ofensiva na segunda metade de jogo

Se a margem de dois golos poderia significar algum conforto para o Benfica, para o Paço de Arcos parecia estar dentro das contas de uma postura assumidamente defensiva na primeira parte. E, na segunda, a equipa de Luís Duarte, jogando no desgaste físico do Benfica, soltou-se para o ataque.

O jogo estava mais aberto e, no ataque da equipa da Linha, Rafa Lourenço e Tomás Moreira ameaçavam Pedro Henriques. Rafa, que já marcara na primeira parte, reduziria para a diferença mínima aos cinco minutos e meio, e, aos sete, restabeleceria a igualdade no culminar de um hat-trick.

Rafa Lourenço remata para um dos seus três golos
Rafa Lourenço remata para um dos seus três golos

A partida estava completamente relançada, com jogadas de perigo de um lado e de outro. O Benfica só refrescara a equipa com Miguel Rocha e Valter Neves, não capitalizando as ausências no Paço de Arcos, onde ainda só entrara Paulo Jesus.

Tiago Gouveia e Pedro Vaz, à frente de Diogo Rodrigues, todos com passado nos escalões de formação das águias, eram pilares de uma defensiva coesa, que o Benfica só conseguiria quebrar de livre directo. Aos 10 minutos, Albert Casanovas “arrancou” um azul a Tomás Moreira, e Lucas Ordoñez não perdoou, fazendo o 3-4.

Ordoñez, autor de cinco golos, matou o jogo com um remate colocado
Ordoñez, autor de cinco golos, matou o jogo com um remate colocado

Num jogo com poucas faltas (ao intervalo, o Paço de Arcos tinha uma e o Benfica duas, terminando a contenda com “apenas” seis para cada lado) e com as equipas focadas em jogar, Paulo Baião e José Nave tiveram poucos lances de ajuizamento difícil. Terão falhado no lance do azul a Moreira, “compensando” com o azul a Nicolía dois minutos depois.

Luís Duarte chamou o sub-20 Bruno Frade para a tentativa de concretização do livre directo, mas o jovem jogador não conseguiria bater Pedro Henriques. No entanto, com superioridade numérica, Tomás Moreira, entretanto regressado à pista, repunha uma igualdade que os anfitriões justificavam.

Jordi Adroher, ausente por lesão em Paço de Arcos, é dúvida para o dérbi frente ao Sporting

O Benfica carregava em busca da vantagem, mas era o Paço de Arcos que dispunha das melhores situações, aproveitando o balanceamento ofensivo dos encarnados. Valia Pedro Henriques e, por vezes, algum deslumbramento de Rafa Lourenço e Tomás Moreira com o espaço de que dispunham.

Num jogo de permanente “vai e vem”, Albert Casanovas foi um dos muitos jogadores que – de um e outro lado - terminaria exausto
Num jogo de permanente “vai e vem”, Albert Casanovas foi um dos muitos jogadores que – de um e outro lado - terminaria exausto

O passar dos minutos tornava os encarnados mais ansiosos, ainda mais propensos aos erros na transição defensiva, mas também começavam a faltar pernas aos da casa. E, a três minutos do final, cederam. Lucas Ordoñez fez o 4-5 e os encarnados em pista pediram entre si “cabeça” para segurar preciosos três pontos. A minuto e meio do fim, Ordoñez fez o sexto golo – quinto da sua conta pessoal – num rude, e definitivo, golpe nas aspirações do Paço de Arcos.

Dois jogos no sábado

A derradeira jornada da primeira volta começou já no passado sábado, ainda que com apenas duas partidas devido aos compromissos europeus.

O Valongo venceu o Braga por 7-4, mas a vitória da equipa de Miguel Viterbo não foi fácil. Num inusitado penúltimo lugar, os valonguenses viram o Braga, num sétimo lugar de outra tranquilidade, chegar a uma vantagem de três golos ainda na primeira parte.

No entanto, nos quatro minutos que antecederam o descanso, o Valongo foi eficaz, restabeleceu a igualdade e ganhou ânimo para garantir a vitória na segunda parte. Gonçalo Pinto esteve em particular desta, ao assinar um hat-trick.

Com estes três pontos, o Valongo saltou de abaixo da linha de água para o nono lugar, passando, de uma assentada, Tomar e Oeiras – ambos com menos um jogo - e Paço de Arcos.

Gonçalo Pinto assinou um hat-trick, no regresso do Valongo às vitórias mais de dois meses depois da última
Gonçalo Pinto assinou um hat-trick, no regresso do Valongo às vitórias mais de dois meses depois da última

Mais a norte, no Parque das Tílias, o Marinhense chegou ao intervalo a vencer por 1-2, mas num jogo com equilíbrio no marcador, em que Tomás Pereira bisou para os da casa e Nico Carmona para os forasteiros, seria Hugo Azevedo a decidir. A menos de três minutos do final, o treinador-goleador fez o 4-3 final que permite consolidar o sexto lugar e que mantém o Marinhense como lanterna-vermelha da prova.

Esta quarta-feira há mais três partidas e a jornada fecha com o Clássico entre Óquei de Barcelos e Sporting, esta quinta-feira, a partir das 19h45.

13ª jornada

# UNDER Resultados

• Valongo 7-4 Braga

• Riba d’Ave 4-3 Marinhense

• Paço de Arcos 4-6 Benfica

• Oeiras vs Oliveirense, 23.Jan, 21h

• Turquel vs Porto, 23.Jan, 21h

• Juventude de Viana vs Tomar, 23.Jan, 21h30

• Óquei de Barcelos vs Sporting, 24.Jan, 21h

Classificação

1º Benfica* (30), 2ºs Oliveirense, Sporting (29 pontos), 4º Porto (28), 5º Óquei de Barcelos (22), 6º Riba d’Ave* (19), 7º Braga* (15), 8º Juventude de Viana (14), 9º Valongo* (12), 10º Paço de Arcos* (11), 11ºs Oeiras, Tomar (10), 13º Turquel (9), 14º Marinhense* (7)

* com mais um jogo

AMGRoller Compozito

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