«Vivo esta modalidade de forma intrínseca, não me imagino longe dela»

«Vivo esta modalidade de forma intrínseca, não me imagino longe dela»

A pouco mais de dois meses de completar 37 anos, Hugo Azevedo anunciou o abandono enquanto jogador para se focar na sua missão de treinador. Antes de fechar acordo com o Braga para assumir o comando técnico na próxima temporada, reviveu connosco o percurso até esta decisão.

Seria uma decisão fácil, por Hugo exigir a si o mesmo que exige aos seus jogadores. Reconhecendo já não ter as mesmas capacidades físicas, dedica-se a uma missão de treinador que abraçou ainda muito jovem, no Riba d'Ave, onde cumpriu toda a sua formação. Foi ali que aprendeu a patinar e foi ali que nos seus primeiros anos de sénior, já como treinador, ensinou outros a patinar.

O seu empenho e disponibilidade em pista levaram-no cedo para Valongo, onde, mais tarde, viveria as maiores alegrias desportivas da sua vida. Jorge Vieira foi um dos jogadores que "apadrinhou" a chegada de Hugo Azevedo a Valongo. À margem dos elogios ao seu ex-companheiro, Jorge Vieira, profissional de saúde, deixou um conselho a todos sobre o futuro e o combate ao novo coronavírus e à CoViD-19... como noutros tempos dera conselhos sobre o jogo jogado a Hugo Azevedo.

Foram nove temporadas, apenas com um "intervalo" em 2008/09, quando representou o Óquei de Barcelos, vivendo uma época complicada, com dificuldades económicas nos barcelenses. Mas não seria tão complicada como a que - num nível diferente - viveria em 2016/17, no seu regresso a Riba d'Ave. Assumiu aí o papel de jogador-treinador e, apesar dos méritos em pista, teria uma ingrata descida administrativa.

Antes teve a glória no Valongo. Como jogador, num ano de 2014 em que se sagrou campeão nacional e em que conquistou a Supertaça António Livramento, mas também como treinador. Levou o Valongo ao título nacional de Sub-13 (2012/13), Sub-15 (2014/15) e Sub-17 (2015/16), e Carlos Ramos, Hugo Santos e Tomás Pereira passaram pela entrevista para deixar o seu testemunho, vincando os atributos de dedicação, trabalho e empenho.

Tomás Pereira foi uma das apostas de Hugo Azevedo num grupo marcado pela juventude. Outra aposta foi Diogo Seixas - que também passou pela entrevista -, escolhido como capitão apesar dos seus "tenros" 22 anos. Um reflexo da visão do agora treinador a tempo inteiro.

Com o pendurar dos patins, Hugo Azevedo termina um capítulo na sua carreira. Mas há muitos ainda por escrever...

Entretanto, Hugo Azevedo foi anunciado esta quinta-feira como treinador do Braga para a próxima temporada, sucedendo a Rui Neto, que - ao que tudo indica - orientará o Óquei de Barcelos.

Será a primeira temporada de Hugo Azevedo dedicado em exclusivo ao treino, pegando numa equipa que, às ordens de Rui Neto e com um grupo de jovens jogadores (bem ao jeito de Hugo Azevedo), estava a ser - novamente - uma agradável surpresa no panorama do Hóquei em Patins nacional.

O Riba d'Ave de Hugo Azevedo terminou o campeonato em nono, com 20 pontos, a oito do Braga, sexto. Ambas as equipas tinham garantido o apuramento para os oitavos-de-final da Taça de Portugal, prova em que os ribadavenses procuravam estar na Final Four pela terceira temporada consecutiva.

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