Taça dos vencedores das Taças

Três anos depois, a Taça de Portugal voltará a ser erguida. A Final Four, em Paredes, reúne Porto, Óquei de Barcelos, Oliveirense e Benfica, vencedores de 28 das últimas 29 edições da prova e de 41 de todas as 46 realizadas.

Taça dos vencedores das Taças

Está, enfim, de volta a decisão da Taça de Portugal. Depois de dois anos de cancelamentos, a "prova rainha", a segunda mais importante do calendário nacional, tem a sua decisão no Multiusos de Paredes, esta sexta-feira (meias-finais) e sábado (final).

Será a primeira vez, desde que foi instituída a decisão em Final Four (em 1997), que as três derradeiras partidas da prova não se realizam num fim-de-semana, tendo a Federação de Patinagem de Portugal entendido que um torneio particular seria mais importante do que a tradição nacional.

Na corrida ao troféu, numa semana ensombrada pelo "anúncio" de uma derrota na secretaria do Óquei de Barcelos (a respeito do jogo da 12ª jornada que - há quatro meses - não chegou ao fim em Oliveira de Azeméis), estarão, para além dos barcelenses, Porto, Oliveirense e Benfica.

As quatro equipas somam entre si 41 conquistas nas 46 edições realizadas, destacando-se o Porto como o mais triunfador, com 17 títulos, seguido do Benfica, com 15. Oliveirense e Óquei de Barcelos somam quatro vitórias, tantas como o ausente Sporting. O Malhangalene tem um troféu conquistado no distante ano de 1965, tal como o Académico de Cambra, o único a intrometer-se (em 2007) entre os agora semifinalistas na lista de vencedores das últimas 29 edições.

Porto vs. Óquei de Barcelos

A primeira meia-final opõe o Porto ao Óquei de Barcelos, num duelo que tem dado faísca este ano. As equipa encontraram-se logo no terceiro jogo oficial da temporada, na decisão da Elite Cup, com os barcelenses a levarem a melhor por 6-3.

Poucos dias depois, as duas equipas reencontraram-se na ronda inaugural do Nacional da I Divisão, com vitória dos dragões (4-3) e queixas do Óquei de Barcelos quanto à arbitragem. Volvida toda uma volta da I Divisão, o Porto viajou até Barcelos para um filme ao contrário. Ganharam os de Rui Neto por um (5-4) e queixaram-se os de Ricardo Ares.

Agora, o Porto vem de uma alternância entre vitórias (três) e derrotas (duas) nos últimos cinco jogos para o campeonato, ao passo que o Óquei de Barcelos perdeu na recepção ao Valongo depois de uma série de 14 partidas em que registara apenas uma derrota e um empate.

A decisão da Taça regressa a Paredes 30 anos depois. Em 1992, o Óquei de Barcelos venceu ali a primeira Taça do seu palmarés.

Na sua caminhada até à Final Four, os dragões venceram os açorianos do Marítimo (2-10) e o Carvalhos (4-7), antes do Alenquer lhes dar muito trabalho. A vitória por 7-10 só foi selada no prolongamento, com um 7-7 no fim do tempo regulamentar a anular uma vantagem alenquerense que chegou a ser de quatro golos. A presença nas meias-finais seria carimbada em Oeiras (3-7), num percurso de quatro jogos "fora", sempre frente a equipas do segundo escalão.

Os galos, que não vencem a prova desde 2004, ainda lograram realizar uma partida em casa, nos "quartos", frente ao primodivisionário Parede (8-3). Antes tinham vencido Física (2-5) e BIR (2-6) e, nas meias-finais, foram convincentes em Valença (1-10).

Oliveirense vs. Benfica

Oliveirense e Benfica chegarão à segunda meia-final vindos de duas vitórias. A Oliveirense logrou duas vitórias pela primeira vez desde 15 de Janeiro e o Benfica reencontrou-se com os triunfos depois de uma derrota em Braga e um empate em Barcelos.

Esta meia-final será a reedição da última final disputada, em 2019, quando, perante o seu público, a Oliveirense venceu o Benfica por 5-2 e ergueu o quarto troféu da sua história, mas muito mudou em três anos. Na Oliveirense, então treinada por Renato Garrido, sobram apenas Marc Torra e Jorge Silva, ao passo que nos encarnados repetem o duelo não mais do que Pedro Henriques, Diogo Rafael, Carlos Nicolia e Lucas Ordoñez.

Embate entre Oliveirense e Benfica reedita última final da Taça realizada.

A equipa de Oliveira de Azeméis, tal como o Porto, fechará esta Taça de Portugal sem jogar na sua pista. Venceu em Paredes (3-14), mas não no palco desta Final Four, no Pico, frente ao Candelária (2-5) e garantiu que a decisão da prova não tinha de ser recalendarizada, vencendo os europeus Tomar (1-2) e Juventude de Viana (0-2).

As águias chegam a esta Final Four como a equipa com mais jogos na sua casa, tendo derrotado os primodivisionários Valongo (5-1) e Sporting (4-1) na Luz. Antes goleara duas equipas do terceiro escalão, o Nafarros (1-10) e o Gulpilhares (3-12).

As duas equipas já se defrontaram duas vezes para o campeonato, com vitórias caseiras. A Oliveirense venceu no Dr. Salvador Machado por 5-4 e o Benfica na Luz por 7-2.

As partidas serão arbitradas por três árbitros de Lisboa e outros três do Minho.

Meias-finais

• MF1 • Porto vs. Óquei de Barcelos • 8.Abr • 17h • Miguel Guilherme e Ricardo Leão

• MF2 • Oliveirense vs. Benfica • 8.Abr • 20h • Rui Torres e Carlos Correia

Final

Vencedor MF1 vs. Vencedor MF2 • 9.Abr • 17h • João Duarte e Pedro Figueiredo

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