O fim do reinado do Lleida de Albert Folguera

O Calafell terminou com o reinado do Lleida na Taça CERS/WSE, o mais longo que alguém logrou. O treinador Albert Folguera potenciou uma equipa que, até 2017, era pouco reconhecida internacionalmente.

O fim do reinado do Lleida de Albert Folguera

O 2-2 ao intervalo da segunda meia-final da presente edição da Taça WSE deixava tudo em aberto para os derradeiros 25 minutos. O Calafell fora mais forte e o empate era lisonjeador para o Lleida, detentor do troféu. Mas, na segunda parte, a equipa de Albert Folguera justificou o estatuto, dominou e só foi traída por uma exibição superlativa do guarda-redes "Xano" Edo e por um desvio oportuno de Martí Casas a três minutos e meio do fim.

O afastamento, e a conquista do Calafell este domingo, pôr termo ao reinado do Lleida na segunda mais importante prova europeia de clubes.

Em conferência de imprensa, Albert Folguera não escondeu o orgulho na sua equipa, que não pôde contar com o capitão Andreu Tomàs, que ergueu as três taças conquistadas e que se despede das pistas no final da época.

Albert Folguera

Antes de ser treinador, Albert Folguera já conquistara o seu lugar na história do Hóquei em Patins. Irmão de Carles, por muitos apontado como o melhor guarda-redes de todos os tempos, representou (e capitaneou) o Igualada ao longo de 13 temporadas. Um Igualada que, na década de 90, dominou em Espanha e na Europa, conquistando, entre outros, seis Ligas Europeias.

Pendurados os patins em 1999, treinou os arlequins ao longo de cinco temporadas. Depois esteve à frente do Bell-lloc (de onde é natural), Reus e Voltregà. Em 2009 chegou ao Lleida.

A "dinastia" do Lleida

O Sporting vencera a Taça CERS em 2015 e o Óquei de Barcelos sucedeu-lhe com conquistas em 2016 e 2017.

Na temporada de 2017/18, o Lleida foi pé-ante-pé até à Final Four da ainda Taça CERS. Afastou os alemães do Walsum, o Igualada e o Tomar. Chamou a si a organização do fim-de-semana decisivo e, depois de afastar o Breganze no prolongamento, defrontava o campeão Barcelos na final. Triunfaria nas grandes penalidades, com o decisivo golo a ser apontado por Xixi Creus.

Na temporada seguinte, como detentor do troféu, que passava a ser Taça WSE, afastou Girona e Nantes antes de receber novamente a Final Four, renovando o título ao derrotar Voltregà e, na final, o Sarzana.

Com uma reformulada Taça Continental a contemplar vencedores e também finalistas Taça WSE e da mais forte Liga Europeia, só este ano (numa organização polémica) o Lleida esteve na decisão da prova. Perderia para o Sporting.

Em 2019/20, o "conto de fadas" parecia terminado.

Com novo duelo com o Óquei de Barcelos (que na temporada anterior fora burocraticamente afastado da prova), desta feita logo na primeira eliminatória, o Lleida foi copiosamente derrotado em Portugal por 5-1 e ficava pelo caminho depois de uma igualdade a dois na Catalunha.

No entanto, tal como o Sporting na Liga Europeia, o Lleida teve a "benção" da pandemia para segurar o troféu.

Na pretérita temporada, a Taça WSE teve um formato improvisado e concentrado (em Andorra) de final a sete. Isenta, como campeã, nos "quartos", a equipa de Albert Folguera venceu o Girona na meia-final e repetiu o triunfo, dois anos depois, sobre os italianos do Sarzana na partida decisiva.

Esta época, a participação na prova, em busca de um inédito quarto troféu, começou mal, com uma derrota na pista do Poiré Roller, na primeira jornada de uma fase de grupos em que defrontaria também o Noisy e em que havia margem para um deslize. O Lleida cumpriu nas restantes três jornadas e passou o também gaulês Quévert nos quartos-de-final, apurando-se para mais uma Final Four.

Nesta "dinastia", o Lleida empatara em Tomar e perdera em Barcelos. De regresso a Portugal, o Calafell acabou com o sonho.

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