Comportamento e 'ofensas' custam 11 mil euros ao Benfica

O Benfica foi multado em cerca de cinco mil euros pelos impropérios dirigidos aos órgãos da FPP, no 4º jogo da final do play-off. Em apenas três processos às águias, a FPP arrecadou mais de 11 mil euros.

Comportamento e 'ofensas' custam 11 mil euros ao Benfica

No quarto jogo da final do play-off do Campeonato Nacional da I Divisão, entre Benfica e Porto, a expulsão de Carlos Nicolia perto do intervalo - que o impediria de jogar a "negra" - despoletou acesos protestos dos adeptos, mas também do presidente das águias, Rui Costa. A contestação, principalmente dirigida ao presidente federativo Luís Sénica, levou mesmo a que este abandonasse a tribuna.

No rescaldo dessa partida, foram abertos dois processos. O primeiro redundou numa multa de 2115 euros pelo acendimento de um engenho pirotécnico e por insultos do presidente Rui Costa à equipa de arbitragem, apelidando-os de "ladrões". O outro, relativo a "ofensas à honra" de órgãos sociais federativos, cujo acórdão foi agora conhecido, pune os encarnados em sete Salários Mínimos Nacionais, o equivalente a 4935 euros.

Na pretérita temporada, foram abertos quatro processos contra o Benfica. Se o processo relativo a distúrbios na final da Taça de Portugal teve os factos dados como não provados, os restantes três, todos na recta final da temporada, redundaram em multas pesadas, fazendo das águias o melhor "contribuinte" para as contas federativas em termos de processos disciplinares.

No 5º jogo da meia-final frente ao Sporting, o comportamento dos adeptos, com o lançamento de água a obrigar à paragem de jogou, custaria 4230 euros aos cofres da Luz, juntando-se então mais 7050 euros do já referido 4º jogo da final para um total que fica próximo dos 11300 euros.

"Bolo" de 52 mil euros

O processo disciplinar é aberto para casos tidos como mais gravosos, potencialmente sujeitos a sanções mais pesadas. A sua resolução obriga a uma "investigação", com a eventual análise de imagens ou a recolha de testemunhos da parte do "queixoso" e do arguido, não passando por esta cerimónia, por exemplo, as já rotineiras multas de entrada tardia em pista, cujo relatório do árbitro é tido como soberano e suficiente para a "condenação".

Na última época desportiva de Hóquei em Patins terão sido instaurados - confiando na numeração sequencial - 47 processos disciplinares, não tendo sido publicado nada relativamente à abertura dos processos 4 e 30. Para além destes, também os processos 27 (com o Braga como arguido) e 29 (Carvalhos) não tiveram ainda resolução publicada e não serão aqui considerados.

Dos restantes 43 processos, seis redundaram em arquivamento. Os outros 37, com demoras processuais da abertura ao acórdão entre 18 dias (para o castigo de 12 jogos a Daniel Machial) e 152 dias (processos a Porto e Benfica relativos à final da Taça de Portugal), para além de sanções disciplinares a agentes desportivos, totalizaram 52113 euros e 20 cêntimos de multas.

O melhor contribuinte nos processos disciplinares foi o Benfica, com 11280 euros, seguido (de longe) por Sporting, Oliveirense, Braga e Sanjoanense todos com 3525 euros.

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