Benfica vence Taça Jesus Correia com mundialistas de regresso

O Benfica venceu a Taça Jesus Correia ao vencer o Murches por 5-2 na final e no culminar de uma espécie de 'segunda pré-época'. Nuno Resende tomou o pulso aos mundialistas.

Benfica vence Taça Jesus Correia com mundialistas de regresso

Jesus Correia - um dos Cinco Violinos no futebol e um dos primeiros campeões do Mundo por Portugal no Hóquei em Patins - já tivera uma recente homenagem em 2017, quando a Associação de Patinagem de Lisboa promoveu o I Torneio Jesus Correia, então ganho pelo Sporting "B" de Nuno Lopes.

Este ano, aproveitando a pausa mundialista e para manter as equipas da zona de Lisboa com competição, foi promovida a Taça Jesus Correia.

A eliminar, o Benfica venceu a Stuart (1-13), Sintra (4-5) e Vilafranquense (2-12) para chegar à decisão. O Murches deixou pelo caminho Nafarros (1-10) e Oeiras (1-9), sendo que pelo caminho ficaram os primodivisionários Paço de Arcos, que perdeu em Oeiras 6-5, Parede, derrotado em Sintra por 8-5, e Sporting, que, apenas com Zé Diogo e João Almeida do habitual plantel principal, caiu em Vila Franca de Xira por 8-5.

Este sábado, o Benfica garantiu o triunfo com uma vitória por 5-2, já com os mundialistas de regresso.

A decisão na Luz

Com Lucas Ordoñez no cinco inicial e outros cinco mundialistas no banco (Pedro Henriques, Diogo Rafael, Nil Roca, Roberto Di Benedetto e Pablo Álvarez), o Benfica foi surpreendido ao dobrar do primeiro minuto por Paolo Dias, que bisaria sete minutos depois.

O Murches estreia-se esta época na I Divisão e somou apenas um ponto em cinco jornadas, mas as exibições, que redundaram por exemplo em derrotas tangenciais em Famalicão e Viana do Castelo, permitem acalentar o sonho da permanência, e a equipa de Hugo Lourenço, recheada de valores que passaram pelos escalões de formação das águias, surgiu descomplexada na Luz.

Paolo Dias (
Paolo Dias ("Paulinho") bisou na Luz para uma vantagem de dois golos do Murches.

No entanto, a ida a jogo dos mundialistas do Benfica viraria a partida. Aos 15 minutos, um azul ao também mundialista Filipe Bernardino, permitiu a Pablo Álvarez bater João Santos (chamado para colmatar o infortúnio de Daniel Machial) de livre directo. Com mais três minutos jogados, o Benfica já estaria na frente, com golos de Diogo Rafael, a concluir um ataque rápido, e Edu Lamas.

Na etapa complementar, Roberto Di Benedetto ampliou cedo e Pablito bisou já perto do fim, depois de uma excelente jogada e assistência de Ordoñez para fechar as contas.

Pablito marcou dois golos para as águias. Deu início à reviravolta e selou a contagem.
Pablito marcou dois golos para as águias. Deu início à reviravolta e selou a contagem.

O Benfica mostrou alguma ressaca do Mundial, mas a chamada das "estrelas", para além de servir o propósito de tomar o pulso à sua condição, justificava-se desde logo com a partida da equipa "B" no mesmo dia (venceu o Sporting "B" por 5-2, a contar para a Zona Sul da II Divisão) e por quem alinhou a maioria dos jogadores que levaram as águias à final.

O Murches deu boa resposta e teve oportunidades para reduzir, como num livre directo de António Estrela ou uma grande penalidade de Tomás Cardoso, ambos parados por Pedro Henriques que jogou toda a segunda parte depois de Bernardo Mendes ter jogado a primeira.

De fora ficaram Nicolia, que terminou o Mundial com algumas queixas físicas, e, do lado do Murches, os três cedidos pelas águias: Zé Miranda, Bernardo Ramalho e Rodrigo Vieira.

Uma segunda pré-época

Após o final da partida e do torneio, Hugo Lourenço e Nuno Resende relevaram a importância deste momento competitivo.

Hugo Lourenço, no regresso a uma casa que conhece bem e sem lamentar a ausência dos três jogadores cedidos pelas águias (até porque, para o campeonato, com encontro marcado para 7 de Janeiro, também não irão a jogo), destacou a boa actuação da sua equipa e como se tem comportado bem no campeonato, pese o parco ponto conquistado. O Murches lutará por pontos em todas as pistas, com o primordial objectivo da manutenção.

Nuno Resende - com seis dos 11 jogadores da equipa principal no Mundial - aproveitou esta interrupção para promover a integração de alguns jogadores dos escalões de formação, mas este derradeiro jogo seria sempre importante para aquilatar o momento dos mundialistas. E há muito para recuperar até ao jogo de terça-feira, em Braga, onde o Benfica chega com quatro vitórias em outros tantos jogos e no topo da tabela classificativa.

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