Outra face das águias: a eficácia defensiva

O Benfica fechou 2022 com um triunfo sem sofrer golos e confirmou uma solidez defensiva que vale a liderança do Campeonato PLACARD. Nos últimos 40 anos, só uma vez é que as águias sofreram menos golos nos 10 primeiros jogos da I Divisão.

Outra face das águias: a eficácia defensiva

O Benfica despediu-se do ano civil de 2022 com uma vitória por 5-0 sobre o Tomar e a liderança do Campeonato PLACARD, com os mesmos pontos que o "velho rival" Sporting.

O triunfo sobre os nabantinos - que têm o quarto ataque mais concretizador, apenas aquém dos "três grandes" do futebol - foi o primeiro da temporada a terminar sem qualquer golo sofrido pelas águias.

Para Nuno Resende, a partida frente aos tomarenses era "um jogo perigoso" e, para o técnico, os encarnados, depois de uma longa pausa mundialista, estão ainda "à procura da energia" das primeiras jornadas.

A liderança permite encarar agora as férias natalícias e regressar ao trabalho sobre "boas sensações", sendo objectivo, mais do que trabalhar muito, "trabalhar bem", para enfrentar o novo ano com um "optimismo q. b.", na certeza do valor dos adversários.

Na segunda época do postulado de Nuno Resende, as águias têm tantos golos marcados como na primeira (46), mas, justificando o salto classificativo, menos de metade dos golos sofridos.

Em 2021/22, o Benfica tinha sofrido 35 golos. Esta época, apenas sofreu 16, com Pedro Henriques (principalmente) e Bernardo Mendes muito seguros entre os postes, a complementarem bem o trabalho defensivo dos companheiros.

Valongo, Óquei de Barcelos e Riba d'Ave lograram marcar três golos (sendo que apenas os barcelenses venceram) e o Famalicense dois. Com os encontros com Murches, Parede e Porto, que é o actual melhor ataque da prova, em falta (todos agendados para Janeiro), as outras equipas - excepto o Tomar - ficaram-se pelo "tento de honra".

O registo de 16 golos sofridos nos 10 primeiros jogos do Campeonato Nacional, iguala o do arranque de 2015/16. Nessa época, que culminou com o título nacional e europeu, o Benfica de Pedro Nunes - e de Pedro Henriques, Diogo Rafael e Carlos Nicolía, que continuam de águia ao peito - destacava-se igualmente pela vertigem atacante. Nesses 10 primeiros jogos, apontou 76 golos.

Defensivamente, desde 1981, quando deixou de haver uma primeira fase de Zona Norte e Zona Sul, o Benfica só uma vez conseguiu melhor registo defensivo, tendo sofrido menos um golo em 2006/07, com Carlos Dantas ao leme, Carlos Silva na baliza e Valter Neves, agora "team manager" e Mariana Velazquez como pilares defensivos. Mas não redundou em título, com as águias a serem derrotadas pelo Porto na final do play-off.

Mais feliz foi o final da época para os dois melhores registos defensivos nos 10 primeiros jogos destas últimas quatro décadas. Coroados campeões, o Porto de Franklim Pais de 2004/05 sofreu apenas 13 golos e o Sporting de Paulo Freitas de 2017/18 só consentiu 10, numa extraordinária média de um por jogo, com três partidas sem sofrer qualquer golo.

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