Passar o Ano sem Mundiais nos bolsos

Portugal vai entrar em 2023 sem ser detentor de qualquer título Mundial, sénior masculino, feminino ou júnior, o que não acontecia há 10 anos, desde o 'réveillon' para entrada em 2013. No novo ano, há Europeus em jogo.

Passar o Ano sem Mundiais nos bolsos

Diz a crença popular que celebrar a Passagem de Ano com dinheiro no bolso, faz com que o dinheiro se multiplique no novo ano. Na transposição para o plano desportivo, Portugal terá poucos motivos para sorrir, dado que dobrará de 2022 para 2023 de bolsos vazios no que a Campeonatos do Mundo diz respeito, o que não acontecia há 10 anos.

A Espanha conquistara os campeonatos do Mundo de Sub-20 e seniores masculinos em 2011 e a França conquistaria o título no feminino - que continua a teimar em escapar à selecção lusa - em 2012, para mais uma Passagem de Ano, a oitava consecutiva, sem qualquer título mundial português.

Três títulos mundiais juniores às ordens de Luís Duarte e um título mundial sénior às ordens de Renato Garrido garantiram 10 'réveillons' com galões mundiais sobre o vermelho e verde português.

Finalmente, em 2013, Portugal conquistava o Campeonato do Mundo de Sub-20 na Colômbia, em Cartagena de las Índias, pondo fim a um hiato de 10 anos sem conquistas mundialistas. E voltava a fechar um ano como detentor de títulos mundiais, o que não acontecia desde a mudança de ano de 2004 para 2005, quando Portugal era vigente campeão do Mundo de seniores masculinos e de juniores, depois dos títulos conquistados em Oliveira de Azeméis e em Montevideu (Uruguai) em 2003.

Depois de 2013, as quinas tiveram sempre associado um título. À conquista colombiana, o seleccionador Luís Duarte somou mais duas conquistas juniores, em 2015 e 2017, garantindo um título até à Passagem de Ano para 2019.

Em 2019, o título júnior, já de Sub-19 em vez de Sub-20 e sem Luís Duarte, "escapou" para mãos espanholas nos World Roller Games de Barcelona. Mas, apenas uma semana volvida, Renato Garrido conduziu os seniores a um título que, em virtude da pandemia, ficaria em mãos portuguesas até Novembro último.

Em San Juan, os três títulos mundiais dos "Jogos" ficaram na Argentina, deixando Espanha e Portugal, as mais galardoadas selecções da modalidade, sem galões.

Tal como em 2012, Portugal detém "apenas" o ceptro europeu júnior, então depois da vitória, nesse mesmo ano, em Saint-Omer, agora depois do triunfo em 2021, em Paredes. O novo ano de 2023 será ano de europeus, somando-se aos "tradicionais" campeonatos de seniores masculinos e femininos e de Sub-17 e Sub-19 masculinos, os europeus de Sub-23 masculinos e, possivelmente, de Sub-19 femininos.

Em termos mundiais, as contas manter-se-ão inalteradas até 2024, até aos World Skate Games de Itália.

Neste momento, Espanha conta 28 títulos mundiais entre seniores masculinos (17), seniores femininos (sete) e juniores (quatro), ao passo que Portugal conta 20 e a Argentina, a fechar o pódio das selecções mais tituladas, 14. De notar que neste século, a partir de 2001, a Espanha venceu 15 títulos, a Argentina nove e Portugal seis.

AMGRoller

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