Benfica pressiona Clássico, Oliveirense consolida 6º lugar

Com dificuldades, o Benfica venceu o Paço de Arcos e assume a liderança antes do Clássico entre Porto e Sporting. Em Tomar, com o 6º lugar em jogo, a Oliveirense levou a melhor. Na luta pela manutenção, o Braga afasta-se da linha de água.

Benfica pressiona Clássico, Oliveirense consolida 6º lugar

Na recepção ao último classificado, um Paço de Arcos que vinha de dois jogos em que sofreu 18 golos, esperava-se um triunfo tranquilo do Benfica na ressaca da derrota no Dragão Arena. No entanto, a equipa da Linha tem de fazer pela "vida"... e fez.

Ainda não estavam cumpridos cinco minutos, quando Gonçalo Nunes, um dos seis jogadores às ordens de André Luís com passado de águia ao peito, fez o primeiro do jogo num lance em que a bola parece desviar na face de André Ferreira antes de entrar.

O Benfica igualaria aos oito minutos de grande penalidade, por Carlos Nicolía, e os golos de Edu Lamas e, novamente, Carlos Nicolía a mudarem o marcador para 3-1 nos quatro minutos seguintes pareciam apontar no caminho da tal anunciada vitória sem dificuldades. Mas não seria assim.

O triunfo complicado do Benfica foi a única vitória caseira nos cinco jogos disputados este sábado para o Campeonato PLACARD. De regresso à liderança, as águias aguardam pelo desfecho do Clássico deste domingo, entre Porto e Sporting.

No indesejável lugar de lanterna-vermelha, o Paço de Arcos conteve um Benfica que sentiu a ausência da "locomotiva" Roberto Di Benedetto e, já na segunda parte, reduziria para 3-2, por Diogo Alves. Faltavam mais de 18 minutos, e o Benfica passou por sobressaltos, como numa grande penalidade que Gonçalo Nunes não aproveitou.

As águias também pecaram de bola parada. De grande penalidade, Daniel Oliveira ("Poka") não conseguiu bater Diogo Rodrigues ("Matraco") e, na etapa complementar, nem Nicolia, também de penálti, nem Ordoñez, de livre directo, desfeitearam Alexandre Ferreira. Mas seria uma outra bola parada a resolver. A dois minutos do fim, de castigo máximo, Diogo Rafael fixou o 4-2 final.

Oliveirense passa teste para os seis primeiros

A incerteza no desfecho até perto do final na Luz, roubou o protagonismo do dia a um embate entre Tomar e Oliveirense em que estava em jogo o 6º lugar.

A primeira parte esteve à altura das expectativas, com intensidade, ainda que, no encaixe das duas equipas, rareassem oportunidades para golo ou para António Marante e Diogo Alves mostrarem serviço.

Mesmo com Nuno Lopes suspenso preventivamente, "apanhado" na falta de tempo para o Conselho de Disciplina julgar casos quando as equipas têm de jogar ao fim-de-semana e a meio da semana, o Tomar tinha um ligeiro ascendente e capitalizou-o a minuto e meio do intervalo, numa bela jogada de entendimento finalizada por Pedro Martins.

A Oliveirense consolida o 6º lugar e deixa o Tomar como a equipa mais "isolada" da tabela classificativa, quatro pontos atrás do lugar acima e seis à frente do lugar abaixo.

Estranhamente, os nabantinos eclipsaram-se com o intervalo e, na experiência dos seus jogadores, a Oliveirense virou o jogo. Com espaço, Jorge Silva virou o resultado em dois remates fortes e colocados, antes de, aos 11 minutos, Marante evitar novo golo em livre directo de Adroher. Mas "el Mago" faria mesmo o terceiro, aos 14, após grande assistência de Xavi Cardoso.

O Tomar não conseguiria reduzir - nem a Oliveirense ampliar, com Marante a negar novo livre directo, agora a Martinez - e tudo se parecia encaminhar para um final tranquilo, num jogo que Pedro Silva e Rui Torres conduziram sem problemas. Mas, a escassos 13 segundos do final, tudo desabou. Uma confusão instalada na área da Oliveirense saldou-se em dois vermelhos (Tomás Moreira e "Xanoca") e dois azuis ("Tato" e Xavi Cardoso) e nem chocaria que outras expulsões fossem ditadas, num epílogo que um jogo bem disputado e bem dirigido não merecia.

Com este triunfo, a Oliveirense consolida o 6º lugar, com mais quatro pontos do que um Tomar que está confortável em 7º. Os tomarenses têm seis pontos de vantagem sobre o Famalicense, agora 8º.

Minhotos dividem pontos e Braga "cava" fosso

Em dérbi minhoto, Riba d'Ave e Famalicense, separados por um ponto na classificação, dividiram pontos. Marcaram primeiros os visitantes no Parque das Tílias, com Juanjo López a marcar em superioridade numérica depois de azul a Iñigo Artacho. Mas a resposta foi pronta, numa grande penalidade de Franco Posito, virando o argentino o jogo pouco depois, após azul a Joca Guimarães.

Numa partida intensa entre duas equipas aguerridas, não haveria mais golos até perto do final, ainda que sobrassem bolas paradas (seis) e cartões azuis (cinco). A três minutos do fim, em inferioridade numérica por azul ao guarda-redes Álvaro Sheda, o Riba d'Ave veria o Famalicense igualar por Rafael Almeida.

Riba d'Ave, Braga e Parede somam 13 pontos, menos um que o Famalicense, numa luta que vai de um lugar no play-off à manutenção no escalão maior.

A equipa de Famalicão soma agora 14 pontos, mais um que Riba d'Ave, Braga e Parede, num bloco que se vai afastando dos lugares de despromoção. Os bracarenses estavam mais próximos, mas venceram na Parede por 2-3.

Na sua missão de se afastar da linha de água, a equipa de Tó Neves construiu, nos primeiros oito minutos, uma vantagem de dois golos - de Pedro Mendes e Vítor Hugo - que segurou até ao intervalo.

Na etapa complementar, Rafael Lourenço bisou para a igualdade e o jogo podia cair para qualquer uma das equipas, sendo mais eficazes os minhotos, com António Trabulo a desequilibrar a três minutos do final.

Valongo de regresso às vitórias

As quatro equipas do 8º ao 11º lugar, entre a luta por um lugar no play-off e a manutenção, beneficiaram das derrotas de Paço de Arcos, na Luz, e Murches, na recepção ao Valongo, esperando agora para ver o que a Juventude de Viana consegue fazer na recepção ao Óquei de Barcelos.

No concelho de Cascais, o Valongo regressou às vitórias com um triunfo por 2-4. Adiantou-se aos 15 minutos, num livre directo de Carlos Ramos ("Carlitos") e não mais deixou a liderança do marcador apesar de não contar com o timoneiro Edo Bosch no banco.

Miguel Moura ampliou já na segunda parte e Diogo Abreu fez o 0-3, de grande penalidade, a 11 minutos do fim. O Murches respondeu por Bernardo Sousa, mas os valonguenses fariam pouco depois o 1-4, agora num livre directo de Facundo Navarro. O Murches só conseguiria reduzir nos quatro minutos finais, por Bernardo Ramalho, num golo insuficiente para evitar a derrota e, agora, uma diferença de cinco pontos para a primeira equipa em lugares de manutenção.

Este domingo, para além do dérbi minhoto entre Juventude de Viana e Óquei de Barcelos, há o Clássico entre Porto e Sporting para acompanhar a partir das 15h.

14ª jornada

• Riba d'Ave 2-2 Famalicense • 21.Jan

• Tomar 1-3 Oliveirense • 21.Jan

• Murches 2-4 Valongo • 21.Jan

• Parede 2-3 Braga • 21.Jan

Benfica 4-2 Paço de Arcos • 21.Jan

• Porto vs. Sporting • 22.Jan, 15h • Pedro Figueiredo e Carlos Correia

• Juventude de Viana vs. Óquei de Barcelos • 22.Jan, 16h • Porfírio Fernandes e Rui Torres

Classificação

= 1º Benfica (36), 2º Porto* (34), 3º Sporting* (32), 4º Valongo (30), 5º Óquei de Barcelos* (29), 6º Oliveirense (24), 7º Tomar (20), 8º Famalicense (14), 9º Riba d'Ave (13), 10º Braga (13), 11º Parede (13), 12º Murches (8), 13º Juventude de Viana* (7), 14º Paço de Arcos (6)

*menos um jogo

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