O difícil regresso do Viareggio

O Viareggio anunciou esta semana a saída de Massimo Mariotti do comando técnico, substituído por Raffaele Biancucci (ex-Coutras). Depois de dois anos de ausência, o regresso à categoria máxima do Hóquei em Patins italiano não está a ser fácil.

O difícil regresso do Viareggio

Esta quinta-feira, em Sandrigo, há um virar de página para o Viareggio, depois de anunciada a saída de Massimo Mariotti do comando técnico. Raffaele Biancucci deixa o Coutras no 4º lugar da francesa N1 Elite e com um pé nos quartos-de-final da Taça WSE para assumir o desafio de manutenção dos "bianconeri".

Em 2020, quando as competições foram interrompidas (e depois canceladas), o Viareggio estava num confortável 7º lugar na fase regular da Serie A1, com apenas quatro jornadas por disputar e o play-off de decisão do título no horizonte.

Mas a pandemia não cancelou apenas as competições de Hóquei em Patins. Cancelou, por exemplo, um torneio juvenil que é a base do orçamento do CGC Viaregio, ou a sigla "CGC" não significasse "Centro Giovani Calciatori" ("Centro de Jovens Futebolistas"). E, sem correr riscos, houve redução orçamental no Hóquei em Patins e abdicou-se da participação na máxima Serie A1.

Jogar numa divisão secundária não intimidou, no entanto, Massimo Mariotti, que em 2020, ainda seleccionador italiano - timoneiro na conquista italiana da Europa em Alcobendas -, assumia o comando técnico de um emblema que lhe dizia muito e que, por exemplo, já comandara entre 2010 e 2014.

Em 2020/21, o Viareggio caiu nas meias-finais do play-off de promoção às mãos do Matera, que subiria com o Vercelli, mas em 2021/22 venceria a Serie A2, batendo na final o Montecchio. Antes, a duas mãos, afastara as equipas secundárias de Forte e Sarzana (respectivamente nos "oitavos" e "quartos") e Breganze (meia-final).

Duas épocas volvidas, o Viareggio regressou à Serie A1. Perdendo o seu melhor marcador, Luca Lombardi, para o Forte, os alvinegros reforçaram-se com Romeo D'Anna, e os argentinos Pablo Gomez (guarda-redes) e Juan Jose Moyano. Era um defeso humilde, quando tantas equipas promovidas operam autênticas revoluções, e Mariotti assumia que a manutenção seria o "scudetto" do Viareggio.

Com 18 jogos realizados, o Viareggio é 12º, antepenúltimo. Com 43 golos marcados, tem o segundo pior ataque, e, com 75 sofridos, a terceira pior defesa, somando 12 derrotas, quatro empates e meras duas vitórias, frente a Montebello (fim de Novembro) e Montecchio (início de Dezembro), as duas únicas equipas abaixo na classificação. Vai-se destacando "Negro" Moyano, com 12 golos conseguidos, marcando em nove das 18 partidas da equipa. O atacante argentino tem apenas 24 anos, mas já brilhara em Sarzana e Vercelli.

O ano mágico de 2011

Para o actual Viareggio, o ano mágico de 2011, temporalmente a 12 anos, parecerá muito mais longe.

Foi um ano de conquistas ímpares, na Serie A1 e na Coppa Italia, uma histórica dobradinha de campeonato e Taça. O Viareggio não vencera nenhuma das provas antes, nem voltaria a vencer...

Nesse ano, com Massimo Mariotti como treinador-jogador, os "bianconeri" venceram a fase regular com 22 vitórias e quatro derrotas e foram imperiais no play-off, com "sweeps" sucessivos. Venceram o Sarzana nos quartos-de-final em dois jogos, depois o Breganze nas "meias" também em dois e, na final, o Valdagno - que já tinham derrotado na final da Coppa - em três.

Para além de Massimo, o Viareggio contava com o seu irmão, Enrico Mariotti, os também irmãos Alessandro e Mirko Bertolucci e Alberto Orlandi, Davide Motaran, Nicola Palagi, o argentino David Farran, e o guarda-redes Leonardo Barozzi.

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