Trissino bicampeão, sela triplete em Itália

O Trissino sagrou-se esta quarta-feira bicampeão italiano. A equipa capitaneada por João Pinto e de um estelar Giulio Cocco venceu o Forte por 3-4 no quarto jogo da final e sela um histórico triplete depois da conquista da Supertaça e Taça.

Trissino bicampeão, sela triplete em Itália

"Due volte campione". O Trissino é bicampeão italiano, somando o terceiro "scudetto" da sua história depois das conquistas de 1978 e 2022. Com a vitória por 3-4 frente ao Forte no quarto jogo da final, o Trissino iguala o número de títulos de Amatori Vercelli e Valdagno, mas continua muito aquém do recordista Novara e dos seus 32 títulos. Regionalmente, é o 10º título do Veneto, igualando os títulos conquistados pelas equipas da Toscânia, em que o Forte - campeão em 2014, 2015, 2016 e 2019 - está inserido.

Do dominador Trissino da pretérita temporada, saíram Roger Bars e Emanuel Garcia e entraram Joan Galbas e Jordi Mendez. E para oitavo jogador de um plantel recheado de valor chegou Filippo Schiavo para o lugar de Alessandro Faccin. E a tónica vencedora manteve-se.

A equipa de Alessandro Bertolucci venceu a Supertaça, a fase regular da Serie A1, a Taça de Itália, qualificou-se para a fase final da Liga dos Campeões à frente do Porto (empatando um jogo e vencendo outro aos futuros campeões europeus) e agora repete a vitória de 2022 no campeonato italiano.

Trissino vence o campeonato depois de já ter vencido Supertaça e Taça, para um histórico triplete.

O Forte até começou com um triunfo, por 5-4, apesar de Giulio Cocco ter regressado de três jogos de castigo com um hat-trick, reforçando o estatuto de melhor marcador da temporada.

Em Trissino, mandou a equipa de Alessandro Bertolucci, ainda que tenha apanhado um susto. A 16 minutos do final do segundo jogo desta final, o Forte vencia por 2-4, mas o campeão puxou dos galões para vencer por 6-4. Com mais três golos de Cocco. Marc Gual marcou dois pela equipa de Mirco de Gerone, mas foi expulso e, a cumprir castigo, ausência notada na terceira partida. O Trissino dava a volta à final com um triunfo por 3-0.

Esta quarta-feira, de regresso a Forte dei Marmi, o "factor casa" parecia voltar a ser determinante quando Federico Ambrosio e Francesco Rossi construíram uma vantagem de dois golos. Mas João Pinto, que já marcara nos segundo e terceiro jogos, reduziu aos nove, estacando a "cavalgada" adversária. O Trissino desperdiçou depois uma grande penalidade e um livre directo, ambos por Cocco, mas chegaria à igualdade antes do intervalo, por Andrea Malagoli.

Com golos nos segundo, terceiro e quarto jogos da final, João Pinto chegou aos 27 golos nesta edição da Serie A1. Giulio Cocco foi o goleador-mor da prova, com 60.

O golo, praticamente sobre o apito para o descanso, foi um rude golpe para o Forte. No entanto, obrigado a vencer, reagiu, e, aos seis minutos da etapa complementar, um insuspeito Francesco Rossi, a cinco dias de completar 30 anos, colocou novamente os anfitriões na frente.

Era novamente hora do campeão puxar dos galões. Jordi Mendez faria aos 13 minutos o 3-3 com o seu 53º tento na prova, num registo notável, mas ainda assim aquém dos 59 de Giulio Cocco. E caberia ao ex-portista, estrela maior da Serie A1, fechar as contas do jogo. E do campeonato. Cocco chegou ao número redondo de 60 golos no campeonato a dois minutos do apito final, selando o 3-4 da terceira e decisiva vitória do Trissino.

Este triunfo e este título marca a despedida de Alessandro Bertolucci do comando técnico do Trissino, ironicamente na pista a que chamará "casa" na próxima temporada. De Trissino, Alex sai com a conquista de duas Serie A1, uma Supercoppa, uma Coppa Italia e uma Liga Europeia. E sai também com Joan Galbas e Fran Ipiñazar na bagagem para Forte dei Marmi.

Serie A1 2022/23 - Final

Forte 5-4 Trissino • 27.Mai

Trissino 6-4 Forte • 31.Mai

Trissino 3-0 Forte • 4.Jun

• Forte 3-4 Trissino • 7.Jun

AMGRoller Compozito

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