A 'splendida' época de Giulio Cocco

Giulio Cocco foi uma das figuras da época que agora termina. O italiano, ex-Porto, jogou oito provas oficiais e marcou em todas, num pecúlio perto dos 90 golos. Aos 27 anos, com muito para dar, promete ser uma das figuras do Campeonato da Europa.

A 'splendida' época de Giulio Cocco

Giulio Cocco nasceu em Valdagno, terra de Hóquei em Patins, em 1996. Irmão do internacional italiano Mattia, cedo mostrou uma capacidade técnica invulgar, estreando-se na principal equipa do clube da sua cidade com 17 anos.

Em 2014, foi chamado para o Breganze de Guillem Cabestany e conquistou a Coppa Italia. Dois anos volvidos era reforço de um Lodi investidor, que procurava a hegemonia em Itália. Às ordens de Nuno Resende, foi campeão em 2017 e 2018, nas duas temporadas em que representou os "gialorossi". Era já uma das referências de uma selecção italiana que se renovava com jovens valores.

Receberia nova chamada de Guillem Cabestany, agora para viajar além-fronteiras, para o Porto e para um campeonato português que ia monopolizando os maiores talentos da Europa. Logo no primeiro ano, foi campeão pelos dragões e esteve na final da Liga Europeia, mas, ao longo de três temporadas (uma delas competitivamente marcada pela pandemia) nunca se afirmou como se esperava. A técnica e o "jeito para a coisa" era inegável, mas faltava-lhe intensidade.

Partiu Cabestany e partiu Giulio.

No regresso a Itália, integrou um Trissino construído para Nuno Resende, mas que - com um "desvio" do técnico para o Benfica - acabou nas mãos de Alessandro Bertolucci. O clube ganhou a Serie A1 e uma história Liga Europeia, repetindo um feito que só o Follonica lograra para Itália: conquistar a mais importante prova europeia (e do Mundo) de clubes.

A nova temporada foi de confirmação de superioridade em Itália. O Trissino venceu a Supercoppa, a Coppa e a Serie A1. Cocco marcou três golos na Supertaça e um na Taça. No campeonato foi o melhor marcador da fase regular, com 45 golos e apenas um dos 26 jogos em branco, e o melhor do play-off, com 15 golos em nove jogos, tendo estado castigado três partidas.

Na Europa, a temporada começou com a derrota na final da Taça Continental. Terão faltado talvez na partida decisiva os tentos de Cocco, que marcara nas meias-finais.

Já na Liga dos Campeões, apesar de cair nos quartos-de-final frente à Oliveirense, o título do ano anterior, "ferido" pela ausência dos "tubarões" do Velho Continente, terá ficado validado. O Trissino venceu o seu grupo, à frente do futuro campeão Porto, com quem empatou no Dragão Arena e venceu categoricamente no PalaDante. Cairia depois nas grandes penalidades na Final Eight, mas ficou com a vitória moral de ser a única equipa a terminar a prova sem qualquer derrota. Cocco terminou como o melhor marcador, com 15 golos. Só ficou em branco no regresso ao Dragão, marcando sempre pelo menos dois golos em cada um dos restantes jogos.

A fechar a época a nível de clubes, veio o quarto troféu, com a vitória na Taça Intercontinental, com um golo de Cocco - já com 27 anos feitos, a 11 de Junho - na decisão com o Valongo.

Pela selecção italiana, no já distante mês de Novembro, Giulio Cocco teve também uma prestação digna de realce, com seis golos em cinco partidas. Só não marcou no primeiro jogo, frente ao Chile, e acabaria por não jogar para o 3º lugar frente à França por ter sido expulso nas "meias" com a Argentina, num jogo que deu muito trabalho aos futuros campeões do Mundo.

Contas feitas, Giulio Cocco participou em oito competições, tendo marcado em todas elas para um total de 87 golos em 55 partidas. Termina com quatro troféus pelo Trissino e uma afirmação plena, prometendo ser uma das figuras do Campeonato da Europa que se realiza no próximo mês em Sant Sadurni d'Anoia. A Itália procurará o seu quarto título europeu depois do bronze (ex aequo com Portugal) em 2021.

AMGRoller

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