Sporting na decisão da Elite Cup

Vencedor de duas edições oficiosas, o Sporting estreia-se na final da Elite Cup oficial. Os leões venceram o Tomar por tangencial 4-3, num jogo que obrigou a inúmeras idas ao SRV, e disputará o troféu com o velho rival.

Sporting na decisão da Elite Cup

O Sporting estreia-se na decisão da agora oficial Elite Cup, depois de ter vencido a prova, ainda oficiosa, em 2016 e 2018.

No apuramento para a final, a equipa de Alejandro Dominguez venceu o Tomar por tangencial 4-3 num jogo longo, longo, longo por inúmeras chamadas ao Sistema de Revisão Vídeo (SRV) e reversões nas decisões dos árbitros Paulo Almeida e Pedro Miguel Sousa num confronto de leões que tem ficado cada vez mais quente. O deste sábado terminou com 10 azuis.

A primeira dezena de minutos conta-se em quatro grandes penalidades, duas delas - uma para cada lado - com o patrocínio do SRV. O Tomar, como Nuno Lopes já avisara, não foi tão afirmativo como fora frente ao Porto, nos quartos-de-final, e, num equilíbrio inicial, o Sporting teria um ligeiro ascendente.

Aos cinco e seis minutos, Verona e Rafael Bessa foram chamados a duas grandes penalidades. O italiano viu Marante negar-lhe o golo, o português atirou ao poste, mas já tinha sido traído pelos seus companheiros, que saíram da área defensiva antes do tempo.

Depois, as atenções viraram-se para a outra baliza. Guilherme Silva permitiu a defesa, duas vezes, a Ângelo Girão. À terceira [grande penalidade], não era de vez. Seria à quarta, quando, aos 10 minutos, Tato Ferruccio inaugurou o marcador.

Num jogo bem disputado, Xanoca veria o primeiro azul do jogo... mas não valeu, sendo revertido. Ainda assim, a confusão e protestos tirou foco aos pupilos de Lopes. Aproveitaram os de Dominguez para, em três minutos, virarem o jogo. Gonzalo Romero, de regresso depois de ter ficado fora nos quartos-de-final (agora, ficou Toni Pérez), e João Souto marcaram.

O Tomar reagiu e teve o prémio num lance individual de Guilherme Silva, para o 2-2. Mas os tomarenses não conseguiriam segurar a igualdade até ao intervalo. A meio minuto do descanso, Font ganhou um livre directo e João Souto bisou para desequilibrar o marcador.

A segunda parte foi, à falta de terminologia desportiva mais adequada, uma tremenda confusão. Quase penosa de seguir. Começou com o 4-2 por Matías Platero que valia uma importante vantagem para o Sporting. Depois, pouco Hóquei em Patins.

O Tomar fez o 4-3, mas foi revertido para azul a Filipe Almeida, com Souto a acertar no poste no livre directo. Houve azul a Nolito, com Girão a ganhar o duelo a Tato. Font agarrou ostensivamente Pedro Martins, mas o azul foi para Nuno Lopes, por protestos. E houve azul a Souto. E a 10ª do Sporting, com Gonçalo Neto também a não conseguir bater um preponderante Girão. Todo este parágrafo em dois minutos de marcha no marcador.

Os jogadores ficaram cansados. E o público já estava cansado. Na sequência de azuis, já se esperava que a contagem dos tempos de suspensão causasse (mais) confusão. E, sem surpresa, causou. O jogo arrastar-se-ia até aos 10 minutos finais, quando haveria mais peripécias para contar.

Na 10ª falta do Tomar, Ferran Font simulou tanto para bater António Marante que todos os outros jogadores chegaram para anular a oportunidade. De resto, entre muitas bolas paradas (e não só), Marante e Girão levaram quase sempre a melhor.

O tempo avançava e o Tomar procurava reduzir. Os ânimos voltavam a aquecer e Filipe Almeida e Alessandro Verona viram azul. Guilherme Silva reduzia para tangencial 4-3 a cinco minutos e meio do fim, relançando - e aquecendo ainda mais - a discussão do resultado.

Num momento paradigmático do que foi a partida, foi assinalada nova grande penalidade a favor do Tomar. E revertida sem consulta de imagens. E revertida a reversão após consulta, com azul para Platero. Girão voltou a ganhar a Tato Ferruccio, talvez no momento mais importante da partida, segurando a vantagem.

O Tomar atacou em vantagem numérica, mas sem resultados. A entrar no derradeiro minuto, noutro momento, agora à margem do jogo jogado, entre Girão e Tato, houve azul ao argentino, por segunda advertência. E, após SRV, também houve azul ao português. Zé Diogo entrou para os momentos finais e, faltando esclarecimento aos adversários, não foi obrigado a muito para garantir o triunfo que vale a presença na partida decisiva do primeiro troféu oficial da época.

A final, com o Benfica, está agendada para as 15h deste domingo. Depois do título de campeão nacional na pretérita temporada, os velhos rivais de Lisboa voltam a discutir um troféu.

Quartos-de-final

• QF1 • Benfica 3-1 Braga • 15.Set

• QF2 • Sporting 4-2 Valongo • 15.Set

• QF3 • Óquei de Barcelos 2-3 Oliveirense • 15.Set

• QF4 • Porto 2-3 Tomar • 15.Set

Meias-finais

• MF1 • Benfica 4-2 Oliveirense • 16.Set

• MF2 • Sporting 4-3 Tomar • 16.Set

Final

• Benfica vs. Sporting • 17.Set, 15h

AMGRoller Compozito

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