O profissionalismo (e o dinheiro) de Portugal a marcar diferenças

No rescaldo da derrota frente ao Tomar e do afastamento da Champions, Pere Varias, treinador do Noia, não se esquivou a pôr na balança as actuais realidades portuguesa e espanhola: a possibilidade de profissionalismo faz toda a diferença.

O profissionalismo (e o dinheiro) de Portugal a marcar diferenças

Serão raras as áreas em que Portugal é uma referência em termos financeiros ou de investimento. Mas, até ver, o Hóquei em Patins português vai-se estabelecendo como uma espécie de quimera, um "el dorado" para os que - de todo o Mundo - querem ser profissionais da modalidade.

O Noia, semifinalista na última edição da OK Liga, único a parar o percurso vencedor do Barcelona na presente edição, não conseguiu evitar a derrota frente a Valongo e Tomar, respectivamente 6º e 7º no último campeonato português. E está fora da fase de grupos da Champions, principal prova europeia, que venceu em 1989.

No rescaldo da segunda derrota, Pere Varias foi desafiado a analisar as diferenças entre a realidade espanhola e portuguesa. E não se esquivou à questão.

Para o técnico catalão, a grande diferença reside no profissionalismo, na possibilidade de dedicação à modalidade. Havendo talento dos dois lados da fronteira, "os orçamentos marcam os horários". "Não podemos trabalhar de manhã, fazer sessões duplas ou gerir os descansos. É muito importante o talento, mas também a condição física, o ritmo de jogo", referiu.

"No Tomar são profissionais, treinam pela manhã", apontou. "Não sei se Valongo e Braga também...", deu como exemplo para além de Benfica, Oliveirense, Óquei de Barcelos, Porto e Sporting. "Em Espanha, só Barcelona, Liceo e Reus", explicou, voltando a frisar que a condição física marca muito este tipo de competições.

Humberto Mendes (
Humberto Mendes ("Big") é o único estrangeiro do Noia. Estrangeiro, mas pouco, dado que o angolano já está radicado na Catalunha há 15 anos.

Este profissionalismo será, para Pere, potenciado pelo investimento na modalidade. E, em Espanha, não há. "Em Espanha, trabalha-se muito bem na base e por isso a Selecção compete a um grande nível", recordou, sendo que, no masculino, "La Roja" é campeã europeia de Sub-17 e de Seniores.

Mas, em busca do tal profissionalismo, os jogadores "fogem" para o campeonato português. Espanhóis e não só, dando Pere Varias o exemplo dos melhores jogadores argentinos, o que eleva o nível das equipas e competições lusas. "Quem quer viver disto, ou vem para Portugal, ou joga no Barça, porque Liceo e Reus já estão um nível abaixo", vincou.

AMGRoller

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