A ingrata luta da segunda metade

A ingrata luta da segunda metade

Começou esta quinta-feira a ingrata luta por um lugar o mais alto possível… mas nunca acima do nono lugar.

A missão mais ingrata será porventura a de Angola. Depois um empate com a Espanha (que terminou em derrota) e uma clara candidatura aos lugares cimeiros, os angolanos ficaram fora dos quartos-de-final e tiveram de madrugar para defrontar a Inglaterra. Ao intervalo, os angolanos venciam por “apenas” 3-0 mas uma entrada mais forte depois do intervalo – com algum demérito, raro, no jogo colectivo inglês – dispararam para 9-0 em menos de seis minutos.

O 12-0 final foi construído já nos minutos finais e com o guarda-redes Tommy Allander na baliza, chamado de emergência para substituir Ed Mount, afastado por questões disciplinares. André Centeno esteve em destaque com a obtenção de quatro golos.

No segundo jogo do dia, a “Laranja” quase saía azeda à Suíça. Aos oito minutos – com um hat-trick do possante Gaël Jimenez e um golo de Pascal Kissling – a Suíça já vencia por 4-0 mas a Holanda não esmoreceu. Na sua melhor partida neste Mundial, os pupilos de Van Den Brand reduziram para 4-2 antes do intervalo e para a diferença mínima já na segunda parte. A Suíça ainda voltou a dar um ar da sua graça e chegou ao 6-3… que, a meio minuto do final, julgava suficiente. Mas a Holanda ainda voltou ao jogo. Cezar Vives e Niels Janssens – a furar o monopólio dos irmãos Vives – reduziram até ao 6-5, final, mas que assustou…

A Holanda de Cezar Vives teve o seu melhor jogo e quase surpreendia a Suíça
A Holanda de Cezar Vives teve o seu melhor jogo e quase surpreendia a Suíça

A Áustria mostrou frente à África do Sul que também ataca. Com os suspeitos do costume em destaque (Huber e Parfant bisaram), os austríacos bateram os sul-africanos por 5-1 e garantiram desde logo o grande objectivo de João Meireles de ficar entre os 13 primeiros.

No jogo que se esperava mais equilibrado, a Colômbia entrou a confirmar a sua boa primeira fase por oposição à má fase de grupos do Brasil e aos 30 segundos já vencia. Mas, um pouco inesperadamente, o Brasil num assomo de orgulho reagiu e deu a volta. André Raposo – ainda na primeira parte – e Diego Dias, a bisar na segunda, construíram um resultado que acaba por surpreender face aos conseguidos – e às exibições - na primeira fase por ambas as equipas.

AMGRoller

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