Um, dois, três... quatro?

Numa permanente renovação e na estreia de Pere Varias no comando, a Espanha procura conquistar, em Paredes, o Campeonato da Europa pela quarta vez consecutiva, sendo que, com a lesão do capitão Pau Bargalló, nenhum jogador poderá ser tetracampeão.

Um, dois, três... quatro?

A Espanha falhou a conquista dos Mundiais de 2019 e de 2022, mas, entretanto, recuperou o elã vitorioso do arranque de milénio nos Campeonatos da Europa.

Tinham sido sete conquistas consecutivas, entre 2000 e 2012. Em 2012, em Paredes, no mesmo Pavilhão Rota dos Móveis em que este ano decorre a prova, a Espanha de Carlos Feriche, uma autêntica "Armada Invencível", começou a derradeira partida para selar o "hepta" com Sergi Fernandez na baliza e nada menos que Marc Gual, Jordi Bargalló, Jordi Adroher e Pedro Gil. Quatro ases de trunfo, se tal fosse possível.

Na necessária renovação, a Espanha viu a Itália vencer em 2014 e Portugal erguer o troféu em 2016. Mas voltou a ganhar a partir de 2018.

Foi com Alejandro Dominguez e uma nova geração que "La Roja" voltou a celebrar. Já campeões do Mundo em 2017, a Espanha, impondo um ritmo impressionante, foi esmagadora no Campeonato da Europa de 2018, realizado na Corunha.

Alejandro deixaria a selecção para assumir em exclusivo o comando técnico do Benfica, e a sucessão perfilava-se com Ricardo Ares. Mas chegou a pandemia e não houve Europeu em 2020. Com o adiamento de um ano, Ares chegou ao Porto. E Guillem Cabestany saiu do Porto e assumiu a selecção.

Três anos depois do título de 2018, não estavam Albert Casanovas, Edu Lamas, Nil Roca, Raul Marin ou Sergi Fernandez, mas com Carles e Marc Grau, César Carballeira, Martí Serra, Sergi Aragonès, Sergi Panadero, Toni Pérez e Xavi Barroso, a Espanha era novamente campeã em Paredes, agora no Multiusos, numa edição marcada pelos constrangimentos da pandemia.

Reposta a normalidade no Mundo e no Hóquei em Patins, Sant Sadurní recebeu o Campeonato da Europa em 2023. Saíram, em relação a 2021, Ferran Font, Ignacio Alabart, Marti Serra, Sergi Panadero, Toni Pérez e Xavi Malián, que, convenhamos, só por si fariam uma selecção candidata ao troféu. Cabestany chamou como "novidades" os guarda-redes Blai Roca e Càndid Ballart, Marc Juliá, Marti Casas, Nil Roca e Roc Pujadas.

Para além do regressado Nil Roca, que não tinha estado em Paredes em 2021, apenas Pau Bargalló se mantinha da conquista de 2018. Mas, na sua contínua renovação que tem dado frutos, e "La Roja" conquistou o "tri".

De regresso a Paredes quatro anos depois, e ao Pavilhão Rota dos Móveis volvidos 13 anos, a Espanha, agora orientada por Pere Varias, adjunto em 2023, não contará com Pau Bargalló, que seria o único a poder completar o "tetra". Foi o único com o tricampeonato, mas a sua presença foi traída por lesão. Também não estarão Carles e Marc Grau e Xavi Barroso, campeões em 2021 e 2023, nem Marc Julià, campeão em 2024, com um bis na final (tal como Marc Grau).

Na convocatória estão César Carballeira, Nil Roca e Sergi Aragonés, que podem vencer o seu terceiro europeu, Blai Roca, Candid Ballart, Martí Casas e Roc Pujadas, que podem repetir o triunfo de 2023, e, por outro lado, Eloi Cervera, Pol Manrubia, Sergi Llorca e o guarda-redes Guillem Torrents, que são estreantes na selecção absoluta.

A Espanha procura uma série de quatro títulos europeus consecutivos, repetindo os feitos de 1979 a 1985, e do tal ciclo dourado, de 2000 a 2012.

AMGRoller Compozito

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