Uma volta quase perfeita de pontos, ainda que 'escassa' de golos
O Benfica termina a primeira volta do campeonato com um registo pontual que não conseguia há 10 anos, quando foi campeão nacional e europeu. Curiosamente, marca pouco, o mínimo desde que, há 16 anos, terminou em 5º. Após uma época que terminou mal, Edu Castro procura títulos.

No dobrar da fase regular do Campeonato Placard, o Benfica lidera com 12 vitórias e um empate, para 37 pontos. Já o ano passado liderava, com 34 pontos, e acabaria mesmo por chegar em 1º lugar ao play-off. Mas, depois, ficou pelas meias-finais.
Edu Castro vai avisando desde cedo que "já o ano passado começámos bem...", com cautelas de quem não quer ficar por registos bonitos, mas colocar troféus no museu. No entanto, o percurso das águias - sem esquecer que Pau Bargalló ainda não jogou esta época - é assinável.
Desde 2017/18 que o Benfica não terminava a primeira volta sem derrotas, tendo então registado dois empates. Mas, mesmo numa altura em que se premiava a regularidade (não havia play-off), os 35 pontos não embalaram a equipa para o título. Tal como os 36 da primeira volta da temporada anterior, a tal que terminou com um empate "amargo" em Alverca,
Para encontrar um registo pontual igual ao desta temporada, é preciso recuar mais uma temporada, 10 anos, até 2015/16, uma época memorável para o Benfica. Às ordens de Pedro Nunes, as águias terminaram a primeira volta com 12 vitórias e um empate e seriam campeãs nacionais, em virtude de um empate do Porto, no mesmo fim-de-semana em que foram campeãs europeias pela segunda vez na sua História.
Dessa equipa, continuam de águia ao peito Diogo Rafael, Pedro Henriques (que foi a Reus uma época e voltou) e João Rodrigues (que foi a Barcelona seis épocas e voltou). E Gonçalo Pinto, que chegou a ser chamado à equipa principal, "rodando" depois em Lodi e Valongo antes de voltar em 2019.
Miguel Rocha é agora o "senhor dos golos" em Barcelos e os outros já penduram os patins: Valter Neves e Tiago Rafael, que ficaram com cargos directivos, respectivamente team manager da equipa principal e da formação, e Guillem Trabal, Carlos Nicolia, Jordi Adroher e Marc Torra.
Nisto de jogos do campeonato, olhando mais além da primeira volta, importará recuar ainda mais um ano, até 2014/15. Finda a primeira volta, o Benfica tinha apenas um empate. E terminou a prova com apenas esse empate, e 25 vitórias. Naturalmente, campeão.
Poucos golos
Com muita ironia, o Benfica tem um registo de golos que a troca de Pau Bargalló, avançado, por Conti Acevedo, guarda-redes, poderia explicar: vai marcando menos, mas também sofre menos.
Na liderança do campeonato, salta à vista os apenas 20 golos sofridos por Pedro Henriques e Conti Acevedo, sendo o Benfica o menos batido na expectativa de que o "ataque ganha jogos, a defesa ganha campeonatos" se aplique. Mas, claramente, não tem sido o ataque a ganhar jogos...
O Benfica tem apenas 58 golos marcados, aquém de Óquei de Barcelos (74) e Porto (62). E muito aquém do que conseguira em 2016/17 (102) ou 2015/16 (94), olhando apenas para as últimas 12 edições desde que o campeonato voltou a ser de 14 equipas.
De facto, nestas 12 edições, nunca o Benfica tinha sofrido tão poucos golos. Mas também nunca tinha marcado tão poucos... E é preciso voltar a 2009/10, há muitas mudanças de regras e mudanças de modelo atrás, para encontrar um registo pior.
Então, na primeira época de Luís Sénica no comando técnico, as águias só conseguiram 52 golos na primeira volta, e acabariam as 26 jornadas com apenas 89, e num inusitado 5º lugar, atrás de Porto, Juventude de Viana, Oliveirense e Candelária.
Outros jogos, só vitórias
Para lá da primeira volta do campeonato com apenas um empate, a campanha do Benfica nas outras provas também tem sido digna de registo.
Venceu os três jogos na Elite Cup, os cinco da fase de grupos da Champions League e os dois da Taça de Portugal, para um total de 22 vitórias e um empate em 23 jogos.
No entanto, tal ainda só valeu um troféu, a Elite Cup, que, na pretérita temporada, acabou por ser o único conquistado pelas águias.
Terça-feira, 27 de Janeiro de 2026, 22h10
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