Juventude de Viana regressa à I Divisão
Uma vitória sobre o OH Sports carimbou, com cinco jogos por disputar, o regresso da Juventude de Viana à categoria máxima, apenas um ano volvido sobre a descida. A equipa de André Torres, com apenas uma derrota e um empate em 21 jogos, tem dominado a Zona Norte da II Divisão.

A festa já podia ter sido à tarde, mas o Marinhense venceu a Académica por 1-4 e passou a contar com 39 pontos. A 16 pontos da Juventude de Viana e ainda a poder conquistar 18, a matemática dizia que era possível "roubar" o 1º lugar. Mas, realisticamente, todos sabiam que não. O que se confirmou.
Na recepção ao 10º classificado, o OH Sports, a Juventude de Viana fez o que tem feito por regra esta época: venceu. Uma regra só com duas excepções (derrota com a equipa B do Porto e empate com o Académico de Cambra) em 21 jogos. E o regresso à I Divisão, apenas um ano depois, está confirmado.
O triunfo sobre a equipa de Oliveira do Hospital, por 7-2, começou a ser construído logo no primeiro suspiro por Joaquin Fernandez, melhor marcador da equipa. Diogo Gonçalves bisou para dilatar para 3-0 antes de estarem cumpridos sete minutos.
A meio da primeira parte, Futuro, entrado instantes antes, assinava o 4-0. E, três minutos volvidos, o jogador que já fora figura na subida em 2024 já contava um hat-trick, elevando para o 6-0 com que se chegaria ao intervalo.
A Juventude de Viana já tinha levantado o pé, segura da vitória. Na etapa complementar, o argentino Agustín Puerta, reforço de Inverno, reduziu para a OH Sports. E Zidane, que vai representar Angola na Taça das Nações na próxima semana, fez o segundo a 15 minutos do fim. Mas nada que beliscasse os objectivos da equipa da casa.
A quatro minutos do fim, resgatando os adeptos de algum marasmo, o capitão vianense Gabriel Silva fez o 7-2. Era hora de festejar.
A Juventude de Viana dá "mais uma voltinha" numa autêntica montanha-russa. Em 2023, os vianenses desceram após 10 temporadas consecutivas na I Divisão. Regressaram à categoria máxima em 2024, mas desceu em 2025. E, agora, em 2026, volta a subir.
Vice-campeã nacional em 2009 e 2010, a equipa da Pérola do Lima, com André Torres ao leme, tem sido demolidora. Tem o melhor ataque com 121 golos, mais 34 que o segundo, e a melhor defesa com 37 golos consentidos, menos 18 que o segundo menos batido.
Com a vitória deste sábado, a vantagem vianense sobre o Marinhense é de 19 pontos. A equipa da Marinha Grande, com um jogo a menos, lidera a corrida ao play-off de subida com 39 pontos, com algum conforto, à frente de Académica (32), Académico de Cambra (30), Famalicense (28), Académica de Espinho (27) e Termas (25).
Entre o emblema da "cidade vidreira" e os "estudantes", curiosamente duas equipas que, por motivos distintos, não têm o seu habitual pavilhão, estão as equipas B de Porto, Oliveirense e Valongo, que não podem lutar pela subida, e que estão no caminho dos vianenses até ao final desta fase regular. Antes, a Juventude de Viana defronta o Infante Sagres e, na derradeira jornada, tem duelo com o Termas.
Com a vitória na Zona Norte confirmada, os vianenses disputarão num "post season" o vencedor da Zona Sul pelo título de campeão nacional da II Divisão. Para já, a Sul, lidera o Paço de Arcos,
Sábado, 28 de Março de 2026, 22h52
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