Itália na final da Taça das Nações 32 anos depois

A 'felicitá' italiana continua. Nas meias-finais, a selecção de Alessandro Bertolucci venceu a Espanha no prolongamento, depois de um empate a três no tempo regulamentar, e está na final, 32 anos depois, com a Argentina. A Espanha disputará o bronze com Portugal.

Itália na final da Taça das Nações 32 anos depois

Depois de uma vitória sobre a Argentina que não acontecia há 25 anos, a Itália regressa a uma final da Taça das Nações 32 anos depois, após derrotar a Espanha, no prolongamento, por 6-4. Este domingo, os italianos defrontam a Argentina pelo troféu, procurando repetir a conquista de 1982... quando também relegou a Argentina para 2º.

Na meia-final deste sábado, a Itália entrou frente à Espanha ainda a viver o "conto de fadas" da véspera, em que venceu a Argentina por 5-2. Alessandro Verona inaugurou o marcador aos seis minutos e Andrea Malagoli, num excelente gesto, fez o segundo golo aos oito minutos.

Mas a Espanha reagiu. Ivan Morales e Pol Manrubia combinaram para o 2-1 pelo portista e, a meio da primeira parte, César Carballeira empatava de grande penalidade.

Os italianos sobreviveriam a uma inferioridade por azul a Alberto Pozzato, "contiveram danos", reencontraram-se e foram até mais perigosos até ao intervalo, colocando Blai Roca muitas vezes em apuros.

Na segunda parte, a Itália voltou a adiantar-se, com Checco Compagno irrepreensível de livre directo aos oito minutos, na 10ª falta espanhola. Como, noutro livre directo, minuto e meio volvido, Martí Casas também não perdoou e fez o 3-3.

A Espanha estava por cima, a tentar passar para a frente do marcador, mas a Itália segurou a igualdade. A Itália e Mattia Verona, que entrou para parar uma grande penalidade de César Carballeira e um livre directo de Martí Casas.

O jogo seguiu para prolongamento. A Espanha tinha 14 faltas, mas assumia a iniciativa e, a meio da primeira parte, Pol Manrubia, solto na zona frontal, rematava para bater Zampoli. A selecção de Pere Varias estava, pela primeira vez, em vantagem. Mas não durou.

19 segundos volvidos sobre o 3-4, Gioele Piccoli desviou um "serviço" de Alessandro Verona para o 4-4 e, ainda antes de terminarem os primeiros cinco minutos de tempo extra, Nil Roca fez a 15ª falta, viu amarelo por protestos e o azul, porque era o segundo amarelo.

Chamado à conversão, Checco Compagno desfeiteou Martí Serra, que entrara para tentar fazer melhor que Blai. A Itália estava de novo na frente. E em superioridade numérica.

Os italianos não aproveitaram para marcar, mas também não sofreram, e, quando a Espanha se balanceava para o ataque, Andrea Malagoli saiu em contra-ataque e fez o 6-4 que seria final.

Malagoli, capitão, não entrou nos festejos exuberantes da sua equipa. Pediu calma, porque, afinal, há mais para ganhar do que uma meia-final.

Argentina e Itália defrontaram-se duas vezes na final de campeonatos do Mundo. A Argentina ganhou em 1984, em Novara. A Itália venceu em 1997, em Wuppertal, com a particulariedade de se terem defrontado os actuais seleccionadores nacionais: Alessandro Bertolucci e "Negro" Paez.

A final está agendada para as 21h30 locais. Antes, a partir das 19h, a Espanha - que falha a final pela quarta edição consecutiva - defronta Portugal pelo bronze.

5º ao 8º lugares

• LF1 • França 9-2 Montreux • 4.Abr

• LF2 • Angola 5-2 Suíça • 4.Abr

Meias-finais

• MF1 • Portugal 1-3 Argentina • 4.Abr

• MF2 • Itália 6-4 Espanha (3-3, 3-1 prol.) • 4.Abr

Finais

• 7º/8º • Montreux vs. Suíça • 5.Abr, 14h

• 5º/6º • França vs. Angola • 5.Abr, 16h30

• 3º/4º • Portugal vs. Espanha • 5.Abr, 19h

• 1º/2º • Argentina vs. Itália • 5.Abr, 21h30

Horários das partidas na hora local (Suíça, CET). Menos uma hora em Portugal continental.

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