«O primeiro objectivo é, foi, e será sempre, a manutenção»

O Tomar garantiu a manutenção a duas jornadas do fim, depois de habituar os seus adeptos a outras lutas. Mas Nuno Lopes recorda que o principal objectivo é, historicamente, a manutenção. Agora, no alívio da permanência, há outros objectivos e é hora de 'preparar o que aí vem'.

«O primeiro objectivo é, foi, e será sempre, a manutenção»

O Tomar assegurou a manutenção com uma vitória por 4-2 sobre a Oliveirense.

No final da partida, o técnico Nuno Lopes reconheceu a superioridade da Oliveirense na primeira parte, e como a desvantagem mínima, apesar de algumas oportunidades para os tomarenses, era até lisonjeira.

No segunda parte, o momento do vermelho mudou o jogo. Ainda pairou o "espectro de empate", mas o Tomar garantiu os necessários três pontos. "Ganhámos não jogando melhor do que o adversário", apontou Nuno Lopes, recordando outras partidas em que aconteceu o contrário.

Desde o regresso à I Divisão, em 2020, a formação nabantina habituou os seus adeptos a "outros vôos", mas o técnico - elogiando a época do Braga, que já foi a do Tomar - tem os pés bem assentes no chão. "O primeiro objectivo é, foi, e será sempre, a manutenção", recordou.

Olhando para o passado, o Tomar esteve na categoria máxima nos primeiros nove anos da competição em formato nacional, na década de 80. Depois, esteve mais cinco temporadas entre 1994 e 1999, duas entre 2000 e 2002, e viveu o "sobe-e-desce" em 2010/11 e em 2013/14.

De 2016 a 2019, somou mais três temporadas no "convívio dos grandes". Agora, vai na sexta temporada consecutiva, já com uma sétima assegurada. Reconhecendo que é difícil, Nuno Lopes aponta agora ao 8º lugar. "Não queria deixar a manutenção para a última jornada, queria duas jornadas para lutar pelo play-off", referiu, ambicionando chegar aos 30 pontos, objectivo traçado no final da primeira volta, quando o Tomar tinha 18.

Desde a subida, em 2020, o Tomar esteve sempre presente no play-off, que, apenas garantindo na última jornada na pretérita temporada, está novamente em risco.

Com 26 pontos, os tomarenses estão em 9º, e o 8º lugar será o melhor a que poderão aspirar, mas estão na luta com Juventude Pacense (8º, com 27 pontos e com menos um jogo) e Sanjoanense (10º, também com 26 pontos).

À margem deste objectivo, a equipa da cidade templária pensa no futuro. "[A manutenção] dá-nos tranquilidade para preparar o que aí vem", afirmou Nuno Lopes. "Dentro da identidade que temos, temos de encontrar outros jogadores", visou, havendo desde já apostas que este ano mostraram valor, como "o Martim [Lopes] e o João Pedro [Inácio] que têm ganho minutos".

Gostou deste artigo?

Apoie outras causas

AMGRoller Compozito
Outros artigos da edição
«Foi difícil de conter, é o meu clube...»

«Foi difícil de conter, é o meu clube...»

Afastado das pistas há mais de quatro meses, Pedro Martins, capitão do Tomar, não conseguiu conter as lágrimas após o golo que selou a vitória tomarense que vale a permanência na I Divisão. '4-2, 10 segundos, estava feito: foi uma descarga emocional', desabafou.

«Nos quartos-de-final, qualquer equipa terá de sofrer muito para nos ganhar»

«Nos quartos-de-final, qualquer equipa terá de sofrer muito para nos ganhar»

Sem rodeios ou 'paninhos quentes', Ricardo Geitoeira assumiu a falha nos objectivos para campeonato e Champions League. Mas não baixa os braços na época, e a Oliveirense lutará pelo 6º lugar nesta fase regular e preparará a sua melhor versão para os quartos-de-final do play-off.