Benfica conquista a sua 12ª Taça de Portugal
A equipa feminina do Benfica conquistou, este domingo, a Taça de Portugal pela 12ª vez consecutiva. A vitória na final sobre a Stuart foi tangencial, com a equipa de Massamá a ter mesmo oportunidade de levar o jogo para prolongamento com um livre directo nos derradeiros segundos.

O Benfica conquistou a Taça de Portugal pela 12ª vez consecutiva ao vencer a Stuart por 2-3. Apesar da hegemonia destas águias, a que se vai somando troféu atrás de troféu, houve incerteza até ao apito final.
Na segunda final da Taça entre Stuart e Benfica, depois de um 5-1 em Almeirim, em 2017, há nove anos, na única outra final em que a Stuart esteve presente, a equipa de Paulo Almeida entrou dominadora como se esperava, mas sem a mesma intensidade e velocidade da meia-final, permitindo à equipa de Pedro Favinha manter o nulo... até que se traíu. Aos 10 minutos, Aimee Blackman colocou na área e Diana Pinto foi infeliz, desviando para a sua baliza.
Os encarnados procuravam o segundo golo, e Favinha pediu um desconto de tempo, que teria resultados imediatos. Logo no recomeço, Raquel Duarte igualou o jogo e, logo a seguir, Raquel Santos viu azul. Houve revisão vídeo para avaliar a possibilidade de livre directo, mas não foi concedido, e o 1-1 perduraria até ao intervalo apesar do sufoco do Benfica nos últimos minutos.
Na segunda parte, as águias encostaram ainda mais a equipa de Massamá. Aos cinco minutos, com recurso ao SRV, houve grande penalidade e dois azuis, para Raquel Duarte e Diana Pinto. Raquel Santos não conseguiu bater Inês Caldeira, que terá sido a melhor em pista. Mas o Benfica tinha quatro minutos em superioridade.
Na pressão encarnada, Raquel Santos fez o 1-2. E, apenas um minuto depois de reposta a igualdade em pista, Sara Roces fez o 1-3.
O triunfo do Benfica parecia começar a desenhar-se, mas apenas mais um minuto volvido, Rita Barros entrou pela direita e bateu Maria Celeste Vieira num golo de belo efeito e efusivamente celebrado.
Apesar da desvantagem, a Stuart - sem Catarina Pedro por lesão, nem Beatriz e Margarida Alves por motivos laborais - não tinha argumentos para assumir o jogo, e fechava para evitar que as águias "matassem" a partida. No derradeiro minuto, já com o Benfica a circular a bola, jogando com o relógio, Raquel Duarte deu o mote em pista, pedindo para as suas companheiras subirem à bola. E, a 23 segundos do fim, ganhavam a 10ª falta.
Num momento que poderia só por si ser histórico para as sintrenses, a capitã Marta Marujo assumiu a marcação, mas não conseguiu desfeitear Maria Celeste Vieira. E o Benfica festejou.
A caminhada para esta 12ª conquista começou com um triunfo complicado e tangencial em Oliveira de Azeméis, frente à Escola Livre, por 1-2. Seguiu-se um triunfo por 1-9 na Maia e, já nesta Final Four, uma anunciada "final antecipada" na meia-final com a Sanjoanense, ganha por 0-4. Mas, em emoção, houve verdadeira final.
Meias-finais
• Parede 2-3 Stuart (2-2, 0-1 prol.) • 25.Abr
• Sanjoanense 0-4 Benfica • 25.Abr
Final
• Stuart 2-3 Benfica • 26.Abr
Domingo, 26 de Abril de 2026, 14h36
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