A Taça, num 'brinde à despedida' a três

Depois de Ângelo Girão, João Souto e Toni Pérez em 2025, coube a Zé Diogo, Henrique Magalhães e Roc Pujadas erguerem a Taça de Portugal, já em jeito de despedida apesar de ainda haver Champions League e Campeonato Placard para disputar.

A Taça, num 'brinde à despedida' a três

É uma "tradição" que se repete. E, certamente, o Sporting não desdenharia conquistar a Taça de Portugal todas as épocas para manter essa tradição.

Em 2025, depois de uma vitória sobre a Oliveirense, Ângelo Girão ergueu o troféu em Famalicão. Girão era o capitão, mas coube-lhe ser o primeiro a pegar na Taça porque estava de partida. Tal como João Souto e Toni Pérez, que se chegaram à frente para celebrarem ao lado do guardião que viria a pendurar os patins. Uma forma de oficialização das saídas, antes da oficialização formal.

Volvido um ano, nova conquista na "prova rainha", nova celebração especial. O capitão Gonzalo Romero, que "apenas" marcou todos os golos da final com o Óquei de Barcelos, deu um passo atrás e convenceu Zé Diogo, que estava renitente, a avançar.

Zé Diogo, Henrique Magalhães e Roc Pujadas ergueram o troféu, na antecipação da despedida, ainda que haja também, no horizonte leonino, Champions League e Campeonato Placard para ganhar.

Zé Diogo completa 33 anos em Julho e está no Sporting desde sempre. Bem, quase. Chegou aos leões em 2004, com 11 anos, para os então Infantis (Sub-13), depois de ter começado no Alenquer, para onde, 22 anos depois, deverá voltar.

A sua História confunde-se com a História recente dos leões. Representou todos os escalões de formação competitivos, foi campeão na III Divisão, campeão na II Divisão e chegou à categoria máxima em 2012, sendo campeão nacional em 2018 e 2021.

Conquistou ainda - até ao momento - uma Taça CERS, duas Supertaças, três Champions League, duas Taças Continentais, um Mundial de Clubes e, agora, duas Taças de Portugal. Foi fiel escudeiro de Girão, e é o braço direito de Xano Edo. Campeão europeu de Sub-20, terá tido "azar" com a segurança e confiança absoluta em Girão e Xano, mas, quando foi chamado, não comprometeu.

Henrique Magalhães terá ponto final numa história de dois parágrafos no Sporting. O primeiro foi escrito de 2017 (depois de ter estado uma época cedido ao Liceo) a 2019, quando se deu a afirmação definitiva dos leões nesta nova fase, com a conquista do campeonato, 30 anos depois, e da prova máxima europeia, 42 anos depois.

Ponto final, parágrafo, regressou em 2021, depois de duas temporadas na Oliveirense, "resistindo" à renovação do plantel por épocas com exibições pendulares, como esteio defensivo e um espírito de equipa a toda a prova.

Henrique partirá depois de sete épocas de leão ao peito, com 34 anos feitos, para levar o seu cunho de experiência ao Valongo, por quem se sagrou campeão nacional em 2014.

Roc Pujadas estará de regresso à Catalunha, depois de quatro anos no campeonato português, igualmente repartidos entre Porto e Sporting.

Nas duas épocas nos dragões, não terá tido o tempo que desejava e, em fim de contrato, não resistiu ao convite para rumar a outro grande, onde a aposta em jogadores mais jovens era mais clara.

Desequilibrador, com uma patinagem desconcertante e uma execução vertiginosa, pecará ainda defensivamente. E isso não é negociável para Joan Ignasí Edo, apesar dos apenas 24 anos que Roc conta. Na OK Liga, deverá reforçar o Reus.

Confirmada a continuidade do jovem Santiago Honório, o plantel dos leões para a próxima temporada deverá estar fechado - salvo alguma indesejável lesão -, contando com os mais experientes Gonzalo Romero (33 anos a 1 de Agosto) e Alessandro Verona (30), com Danilo Rampulla (27), Facundo Bridge (27), Facundo Navarro (26), Rafael Bessa (25), Xano Edo (25) e Diogo Barata (24), e o "jovenzinho" Santiago Honório (19). Novidades serão o guarda-redes António Marante (24), ex-Tomar, e Nil Cervera (22), ex-Liceo.

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