«Ter a satisfação e sensação de honrar o clube com vitórias, é fantástico»

Campeão europeu pelo Porto como jogador em 1990 e, agora, como treinador em 2026, Paulo Freitas apontou a nova conquista como resultado do trabalho desde o primeiro dia da época, num processo de evolução contínuo. 'Aquela que vai ter melhor sabor, vai ser a próxima', apontou.

«Ter a satisfação e sensação de honrar o clube com vitórias, é fantástico»

Um triunfo por 3-1 selou a conquista da quarta Champions League pelo Porto. A segunda em que Paulo Freitas intervém, agora como treinador, depois de em 1990 ter ganho como jogador.

"Ter a satisfação e sensação de honrar o clube com vitórias, é fantástico", garantiu, já perspectivando novos troféus. "[Entre as duas conquistadas] Aquela que vai ter melhor sabor, vai ser a próxima. A mais importante será sempre a próxima", reiterou.

Sobre a partida, o técnico do Porto - que junta o título europeu de clubes ao título europeu de selecções -, destacou uma excelente primeira parte, com uma segunda de natural gestão.

Foi a terceira final da temporada, depois do Porto ter estado na disputa da Supertaça António Livramento e da Taça Continental. Mas isso já lá vai, como esta Champions League a partir do dia seguinte. "O que está para trás, está para trás, e isto, amanhã, faz parte do passado", disse, garantindo que a exigência é para manter.

Esta conquista foi "step by step". Passo a passo, no cumprir de cinco objectivos: estar na Final Eight, vencer o grupo, avançar para as meias-finais, avançar para a final e, finalmente, num "objectivo demolidor", ganhar a competição.

Para Paulo Freitas, este é o resultado de trabalho que não vem de quarta-feira, primeiro dia da Final Eight, mas desde o primeiro dia da época, com um ascendente reconhecido por todos. "Fomo-nos consolidando, conhecendo melhor, agarrando cada vez mais ao nosso processo", explicou.

Vencedor da mais importante prova europeia pela terceira vez enquanto treinador, Paulo Freitas rejeita ter um condão especial. "Quem me conhece, sabe que me dedico de corpo e alma. Sou uma pessoa normal, sempre com muita vontade de ganhar, sempre muito aziado quando não o conseguimos fazer", observou, puxando aos holofotes as pessoas à sua volta, as condições que o clube dá, o seu adjunto [Pedro Lopes], "mais duas pessoas a ajudar permanentemente". E "disponibilidade para trabalhar das 8 da manhã às 7 da tarde", destacou.

De guarda-redes para guarda-redes

À margem da conquista, Paulo Freitas, guarda-redes nos seus tempos de jogador, teve um detalhe no final da partida com Sergi Fernandez, guardião do Barcelona.

Numa temporada que será de despedida dos blaugrana, depois de 16 anos, e que poderá mesmo ser de despedida das pistas, o agora técnico portista revelou que lhe disse que foi um prazer conviver com ele nas pistas. E que tinha condições para continuar. Foi uma "pequena homenagem" a alguém que deixa a sua marca no Hóquei em Patins e no seu clubes.

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