Três títulos para Paulo Freitas e outras 'tácticas' vencedoras

Paulo Freitas conquistou o seu terceiro título europeu máximo de clubes, depois de dois conquistados à frente do Sporting. Na História da competição, é o terceiro treinador a vencer por mais do que uma equipa, depois de Cristiano Pereira e do recordista Carlos Figueroa.

Três títulos para Paulo Freitas e outras 'tácticas' vencedoras

Paulo Freitas já pertencia a um restrito grupo de treinadores que lograra conquistar a Champions League por mais do que uma vez, ao vencer pelo Sporting em 2019, no João Rocha, e em 2021, no Luso.

Com a vitória deste domingo, a sua terceira, Freitas deixa para trás Pere Gallén, Cristiano Pereira, Quim Paüls e Ricard Muñoz, todos com um par de conquistas, e "apanha" Andrés Caramés, a dupla Albert Tarrida e Joan Pont, e Carlos Gil.

Depois de ter vencido pelos leões, o triunfo deste domingo pelo Porto coloca o técnico de 57 anos noutro grupo ainda mais restrito, dos timoneiros que levaram duas naus distintas a bom porto na principal prova europeia. O feito só tinha sido logrado por dois técnicos.

O português Cristiano Pereira liderou o Porto à sua primeira Champions League em 1986, logrando também inscrever pela primeira vez o nome do Óquei de Barcelos na galeria de vencedores, em 1991. O facto de ter "desbravado" caminho nas conquistas europeias de dois emblemas, e portugueses quando o domínio era completamente espanhol, valorizará o feito de Cristiano.

Melhor em termos de número de equipas que levou à glória europeia, só mesmo Carlos Figueroa, que venceu à frente de Igualada, Barcelona e Reus.

O técnico natural de Sevilha, que este mês completa 70 anos e há poucos dias deixou o Bembibre por motivos de saúde, venceu três vezes a Champions League pelos arlequins, seis vezes de blaugrana e uma vez de "roiginègre" para um total de 10 conquistas que é, para um treinador, um recorde partilhado com Jose Lorente, que somou duas mãos cheias de títulos máximos europeus - oito deles consecutivos, de 1978 a 1985 - pelo Barcelona.

Para além de Figueroa e Lorente, Paulo Freitas só está aquém de apenas mais um treinador. Andreu Borrás liderou o Reus de final dos anos 60, início dos anos 70, em cinco das seis conquistas consecutivas do emblema tarraconense.

Dos patins para a prancheta

Paulo Freitas já tinha conquistado a Champions League (então Taça dos Campeões Europeus) como jogador, num caso de sucesso na transição para treinador que já fora logrado por outros. Como Rui Neto, campeão no ano passado como treinador do Óquei de Barcelos e que fora campeão, com Freitas, pelo Porto, em 1990.

Mas também Figueroa e Pujalte, que foram campeões como jogadores pelo Liceo, ou os italianos Alessandro Bertolucci, Enrico Mariotti e Massimo Mariotti, todos campeões como jogadores pelo Follonica em 2006. Enrico ganhou também a Champions pelo Barcelona, e venceria depois como treinador pelo Reus em 2017. Alex ganhou pelo Trissino em 2022. E Massimo "acumulou". Era jogador-treinador naquele Follonica.

E há Quim Paüls. Paüls merece o aparte porque, como Freitas, conseguiu o título como jogador e como treinador pela mesma equipa. Pelo Barcelona, como jogador, conquistara seis Taças dos Campeões Europeus, consecutivas de 1980 a 1985 (contribuindo para o recorde de Lorente), conquistando depois duas Ligas Europeias, também seguidas, em 2007 e 2008, como treinador.

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