Lucas Martinez na aposta 'bassanese' para destronar Trissino
Após seis épocas na Oliveirense, Lucas Martínez regressa a Itália como aposta de um Bassano que ambiciona destronar o Trissino. Os 'giallorossi' garantem também o capitão do Valdagno, Leo Diquigiovanni, mas perdem o seu goleador para a luta com um rival 'teoricamente' mais fraco.

O Trissino garantiu o triplete na temporada finda, conquistando Supercoppa, Coppa e Serie A1, num domínio absoluto. O Bassano foi finalista da Coppa e da Serie A1 e, não negando o favoritismo da equipa de João Pinto, assume-se como o principal candidato a destroná-la.
No arranque da próxima época, Trissino e Bassano defrontar-se-ão a duas mãos pela Supercoppa, num primeiro duelo pelos troféus italianos. E já com planteis reformulados.
As caras novas deverão ser duas em cada um dos emblemas.
Teoricamente, o Trissino perde valor em relação à época que terminou, com as saídas de Davide Gavioli (Barcelona) e João Almeida (Oliveirense), chegando os jovens transalpinos Andrea Borgo (ex-Lodi), um inquestionável talento e nos convocados para o Mundial, e Liam Bozzeto (ex-Forte).
No Bassano saem Andrea Scuccatto, que termina carreira, e Matteo Cardella, que regressa ao Azzurra Novara em busca de afirmação. E Gerard Riba. O catalão, que volta ao agora campeão espanhol Igualada, foi nada menos que o melhor marcador às ordens de Alessandro Bertolucci, logrando 35 golos em 29 jogos na Serie A1.
Para colmatar as saídas - ou, de outro prisma, obrigando às saídas -, a aposta é em dois capitães. De Valdagno, onde "explodiu" com Kiko Mascarenhas, chega Leonardo Diquigiovanni, de apenas 21 anos, mas chamado à Taça das Nações em Abril último por Bertolucci. E da Oliveirense chega Lucas Martínez.
Martínez está de regresso a Itália seis anos depois, com uma carreira forjada em resiliência.
Chegou à Europa para os franceses do Quévert, onde esteve de 2008 a 2010, seguindo-se SHUM e Alcoi na OK Liga, de 2010 a 2012. Regressou à Argentina, para nova investida no Velho Continente em 2015, desta vez pela porta italiana.
Mais experiente, foi figura no Monza de 2015 a 2017, do Follonica na temporada de 2017/18 e no Breganze em 2018/19. Reforçou o Lodi, de Nuno Resende, brilhando a nível nacional e internacional numa temporada de 2019/20 que foi interrompida devido à CoViD-19. Levava 29 golos em 21 partidas da Serie A1 e foi chamado pela Oliveirense.
Instalou-se em Oliveira de Azeméis, onde fez vida e justificou uma despedida emotiva, e foi escolhido como capitão após a saída de Marc Torra em 2025. De seis temporadas, fica "apenas" uma Taça Continental conquistada, mas um registo individual em que foi sempre um dos dois melhores marcadores da equipa na fase regular do Campeonato Placard. Foi mesmo o melhor em 2021/22, 2022/23 e na temporada finda, e apenas superado por Torra (2020/21), Navarro (2023/24) e Bruno Di Benedetto (2024/25) nas outras três épocas.
O mediatismo do campeonato português granjeou-lhe a chamada à selecção da Argentina que se viria a sagrar campeã do Mundo em 2022 e, agora, aos 38 anos, o mendoncino volta a estar nas contas da albiceleste, pelo menos iniciais, para novo Mundial.
No Bassano, Lucas será um baluarte de experiência. E de quem se esperarão muitos golos em busca de um título de campeão que escapa desde 2009. O treinador, Alessandro Bertolucci, campeão pelo Trissino em 2022 e 2023, e pelo Forte em 2024, terá renovado contrato até 2028, após um alegado (mas pouco credível) interesse do Benfica.
Segunda-feira, 20 de Julho de 2026, 23h49
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