Diogo Seixas, de capitão a 'il capitano'

O Valdagno anunciou que Diogo Seixas, apenas na sua segunda temporada no clube, assumirá a braçadeira de capitão. Uma braçadeira com o peso de já ter sido de Dario Rigo e de Carlos Nicolía, mas uma responsabilidade que não é de todo estranha ao internacional jovem português.

Diogo Seixas, de capitão a 'il capitano'
Foto de capa: Hockey Club Valdagno

"Uma escolha que representa o devido reconhecimento a um atleta que, com profissionalismo, dedicação e espírito de sacrifício, soube tornar-se uma referência tanto na pista como dentro do grupo". Foi assim que o Valdagno anunciou Diogo Seixas como capitão para a temporada de 2026/27.

Será apenas a segunda temporada de Seixas no Valdagno. Na primeira, apontou 21 golos em 32 jogos, mas, acima desses números, fica a liderança em pista da equipa de Kiko Mascarenhas, que contou - e voltará a contar - com os também portugueses Lucas Honório, Rodrigo Vieira e Tiago Sanches.

O internacional jovem português de 29 anos (completa 30 em Dezembro) sucede a Leonardo Diquigiovanni, que se muda para Bassano. Mas a braçadeira "valdagnese" tem muito mais peso, tendo sido, por exemplo, do histórico Dario Rigo ou do idolatrado Carlos Nicolia.

No entanto, para Diogo Seixas, o "posto" não será de todo estranho, reclamando confiança de treinadores e grupos de trabalho por onde passou.

Teve cedo reconhecimento da sua capacidade de liderança pela selecção das quinas. Internacional Sub-17 e Sub-20 por Portugal, bicampeão do Mundo e campeão da Europa de juniores, coube-lhe erguer um dos ceptros mundiais conquistados por Luís Duarte, em Vilanova, em 2015.

Com formação no Porto e Valongo, chegando - ainda com idade júnior - à equipa principal dos valonguenses, representou a Académica de Espinho na II Divisão no seu primeiro ano de sénior.

Depois, rumou a Riba d'Ave. Logo na segunda temporada, foi escolhido como capitão, sucedendo ao agora treinador do Valongo, Raul Meca. Acompanharia o técnico Hugo Azevedo na ida para Braga em 2020.

A passagem de Hugo pelo comando técnico bracarense foi curta, mas Diogo Seixas ficaria cinco temporadas e, apesar de vários jogadores com mais anos de casa, despediu-se como sub-capitão, "segundo" de Gonçalo Meira.

Agora, chega a "capitano" também, tal como em Riba d'Ave, na sua segunda temporada ao serviço do Valdagno. A distinção é importante no clube do Vêneto, mas também no Hóquei em Patins italiano.

Por exemplo, na derradeira jornada da fase regular da edição finda da Serie A1, apenas um capitão dos 14 não era nascido em Itália. E até já é italiano. Pablo Saavedra, de 36 anos e natural de San Juan, vai para a oitava época no Grosseto e, já tendo antes representado Prato, Follonica e Scandiano em Itália, tem dupla nacionalidade.

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