Barcelona e Gijón são 'super-campeões'

Na abertura da temporada em Espanha, o Barcelona venceu a Supercopa pela 16ª vez ao derrotar, nas grandes penalidades, o Igualada na final. No feminino, o Gijón, de Ana Catarina Ferreira, venceu o Vila-sana e reclamou a terceira Supercopa em seis edições.

Barcelona e Gijón são 'super-campeões'
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Igualada e Gijón são os vencedores da edição 2026 da Supercopa, prova que abriu em Olot a temporada nacional em Espanha. No masculino, o Barcelona venceu o Igualada por 5-4, num jogo em que andou atrás do resultado e que só foi decidido nas grandes penalidades.

Barcelona e Igualada tinham vencido, nas meias-finais, respectivamente, Liceo e Calafell.

Os "blaugrana" venceram "los verdes" por 3-5, com os reforços Nico Ojeda e Davide Gavioli a mostrarem serviço a Ricardo Ares logo na primeira parte. Arnau Xaus reduziu antes do descanso, e voltou a reduzir aos três minutos da etapa complementar, pouco depois de Ignacio Alabart ter reposto a vantagem de dois golos.

Aos 10 minutos da segunda parte, um azul a Bruno Saavedra ajudou a definir o jogo, com o outro reforço de pista do Barcelona, Martí Casas, a fazer o 2-4 na superioridade.

O português Nuno Paiva ainda relançou a esperança a seis minutos do fim do tempo regulamentar, mas Marc Grau fez um 3-5, que era uma montanha íngreme para escalar, a quatro minutos do fim.

O Igualada precisou de trabalho extra para afastar o Calafell de Guillem Cabestany, que se adiantou aos sete minutos com um livre directo de Sergi Folguera.

Perto do intervalo, em novo livre directo, Folguera perdeu a oportunidade de empatar e, com os "mesmos ferros" que o Calafell "matou", também "morreu", com Gerard Riba a igualar na 10ª falta aos cinco minutos.

Num jogo de equilíbrios, seguiu-se para prolongamento. Sobre o equador do tempo extra, Alex Cardil apontou o tento que definiu o segundo finalista.

Na decisão que reeditou a final de 2025 - então ganha pelo Barcelona por 3-1 -, o Igualada entrou mandão, mesmo sem Roger Bars ou Matías Pascual, a recuperarem de lesão.

Biel Llanes, que parece dar continuidade ao estado de graça com que terminou a temporada passada, inaugurou o marcador aos cinco minutos, num remate após um livre indirecto a surpreender o ex-companheiro Arnau Martinez, que não viu a bola partir. E o Igualada de Marc Muntané, campeão espanhol em título, não baixou linhas.

Os arlequins dominaram por completo a primeira parte e nem dois descontos de tempo de um Ricardo Ares (Muntané não precisou de corrigir nada...) inverteram o rumo dos acontecimentos. Por mais que o basco gritasse com os seus jogadores...

Logo no reatamento, o Barcelona mostrou outra face, com duas oportunidades de Sergi Aragonès nos primeiros instantes. Aos cinco minutos, Nico Ojeda teve soberana oportunidade para igualar na 10ª falta contrária, mas Uri Codony ganhou o duelo.

Uri, que parece ir ganhando a corrida ao lugar ao ex-Sanjoanense Juanma Carrión (e, neste jogo, até ficou o experiente Jaume Arnau Marques no banco), teve bastante mais trabalho nesta segunda parte.

Sem Davide Gavioli (entrou o também mundialista Eloi Cervera nos 10), o Barcelona conseguiu ascendente nos primeiros minutos, mas foi-se esbatendo no passar do tempo. No entanto, um Igualada mais ofensivo chegaria à 15ª falta aos 12 minutos. Agora chamado Ignacio Alabart, Codony voltou a levar a melhor, com uma grande intervenção depois de um primeiro remate ao poste do galego.

Na sua pressão, o Barcelona teria um contratempo com um azul a Sergi Llorca a 11 minutos do fim. Mas, sobrevivendo, os blaugrana chegaram ao golo logo depois de reporem o quinto jogador. Nico Ojeda, melhor marcador da última edição da OK Liga, entrou pela esquerda, colocou sobre Codony, empatou o jogo e "obrigou" Muntané a pedir o seu primeiro desconto de tempo.

O Igualada tentou reagir, mas, frente a um Barcelona animicamente melhor, não conseguiu - apesar de terem sido os arlequins quem mais tentou - resolver no tempo regulamentar.

Mantendo-se com ascendente, o Igualada chegou a nova vantagem aos três minutos, com Àlex Cardil a ganhar uma grande penalidade que o regressado Gerard Riba [esteve duas temporadas no Bassano] transformou em golo.

O Barcelona tinha de responder e não tardou a conseguir igualar, novamente por Nico Ojeda, agora num remate da zona frontal, faltava meio minuto para o descanso no prolongamento.

O Igualada já contava 19 faltas e a 20ª caiu sobre o apito do intervalo. No livre directo, Ojeda atirou ao poste e não houve tempo para recarga. Na segunda parte, o Barcelona esteve melhor, mas houve muitas cautelas de parte a parte.

Nas grandes penalidades, Barroso falhou e Gerard Riba bateu Carles Grau, chamado a estes castigos máximos. Ojeda, Llanes, Alabart, Àlex Cardill, Martí Casas e Joan Ruano não conseguiram marcar. Na derradeira grande penalidade blaugrana da primeira série, Llorca, que não podia falhar, bateu Codony. E Iñaki Cabezas não logrou fechar em celebração.

Depois, Ojeda marcou. Mas Riba também. Depois, Ojeda falhou e Riba, perante Arnau Martínez, não conseguiu fechar a partida. À oitava grande penalidade, o capitão Alabart marcou. E Arnau ganhou o duelo a Riba. A festa era blaugrana.

Esta foi a 16ª conquista da Supercopa pelo Barcelona, a quinta consecutiva. O Liceo, a segunda equipa com mais títulos na prova, tem... três.

Meias-finais

• Liceo 3-5 Barcelona • 24.Out

• Igualada 2-1 Calafell (1-1, 1-0 prol.) • 24.Out

Final

• Barcelona 5-4 Igualada (1-1, 1-1 prol., 3-2 pen.) • 25.Out

Gijón com terceira Supercopa no feminino

Na prova feminina, o Gijón logrou o seu troféu em apenas seis edições (a prova que só foi lançada em 2021), juntando esta conquista às de 2022 e 2023, ao vencer o Vila-sana por 1-2.

Nas meias-finais, as asturianas tinham vencido o Fraga no desempate por grandes penalidades. Até lá, não houve qualquer golo e, mesmo na última decisão, foi preciso oito grandes penalidades para cada lado para encontrar vencedor. Maria Igualada marcou o golo decisivo.

Já o Vila-sana não precisara de horas extra. A equipa de Sandra Bento Coelho logrou um vitória expressiva 6-1, ainda que ao intervalo se registasse um tangencial 2-1. Na etapa complementar, o resultado "disparou". Victória Porta assinou um hat-trick, Noa González, de 19 anos, bisou, e a ex-Benfica Sara Roces apontou o outro golo.

Nara López apontou o tento de honra de um Palau que se vai reinventando. O treinador Daniel Alonso foi a jogo com Maria Serra (18 anos), Jana Exposito e Julia Vila (17) e a guarda-redes Xana Puigdevall (16).

Este domingo, na final, Nuria Obeso inaugurou o marcador o marcador a meio da primeira parte, num remate de meia distância para a tabela de fundo, com o ressalto a bater na guarda-redes Anna Salvat para se aninhar no fundo das redes num momento caricato.

O Vila-sana, campeão espanhol, carregou em busca da igualdade, mas a ressentir-se da ausência da lesionada capitã "Luchi" Agudo, que deverá estar fora por mais um mês, e a esbarrar numa tremenda exibição da italiana Vikki Caretta.

No arranque da segunda parte, Marta Piquero ampliou de livre directo aos quatro minutos e meio e o Gijón ficava ainda mais confortável na defesa do resutlado.

De bola parada, o Vila-sana relançou o jogo. Depois de Victória Porta ter falhado uma primeira grande penalidade, Aina Florenza não perdoou uma segunda oportunidade. E ainda faltavam largos 13 minutos e meio para o fim.

Mas Caretta e toda a equipa que conta com a portuguesa Ana Catarina Ferreira iam tapando todos os caminhos. A dois minutos do fim, o Gijón chegou à 10ª falta e Florenza avançou para voltar a desfeitear Caretta, mas, quando a finta parecia feita para repetir o que conseguira antes, a "portiera" transalpina parou o remate. E o Gijón festejou.

Meias-finais

• Vila-sana 6-1 Palau • 23.Out

• Fraga 0-1 Gijón (0-0, 0-1 pen.) • 23.Out

Final

• Vila-sana 1-2 Gijón • 25.Out

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