Europeu '14

Pedro Nunes analisa jornada

Jul 18, 2014

Pedro Nunes, treinador do Benfica, é desde esta quinta-feira mais um espectador atento em Alcobendas. No fim da terceira jornada, depois de ter acompanhado as duas primeiras pela televisão, deu conta do seu contentamento com a prestação de Portugal ao HóqueiPT.

“Foi a melhor exibição da Selecção. Foi uma exibição em que expressou bem a qualidade do colectivo. Hoje, para além de termos feito uma bela exibição colectivamente, do ponto de vista individual houve jogadores que tiveram a um nível muito bom e que precisavam disso”, ressalvou. “Notava-se alguma ansiedade, alguma falta de confiança nalguns jogadores e o jogo de hoje serviu essencialmente para unir ainda mais o grupo e dar confiança. Confiança que para uns jogadores é marcar golos, para outros é jogar mais tempo, para outros é ser titular…”, observou.

“Houve momentos de muito bom hóquei, fizemos uma primeira parte muito intensa em que a Alemanha esteve muito bem. Mas não conseguiu na segunda parte aguentar o ritmo que Portugal impôs. Os jogadores que saltaram do banco de Portugal tiveram a eficácia que ontem lhes faltou frente Suíça”, salientou.

A Espanha empata sem Bargalló

“A Espanha sente a falta do Bargalló. Não é a mesma Espanha sem Jordi Bargalló”, começou por referir o vencedor da Taça de Portugal ao HóqueiPT.

“Assistimos a um bom jogo de hóquei, com uma Itália muito organizada do ponto de vista colectivo e a Espanha, não tão organizada, mas com jogadores que em termos individuais podem fazer a diferença. É uma equipa que respira confiança mas que sente muita a falta do Bargalló”, reforçou.

A partida esteve envolvida num excelente ambiente, e tal não passou em claro a Pedro Nunes. “O Europeu precisava de um jogo assim com o pavilhão praticamente cheio”, destacou.

Voltando à pista, o técnico encarnado vincou a excelente partida dos italianos. “A Itália do ponto de vista colectivo fez um jogo muito equilibrado, muito inteligente. Foi uma equipa que defendeu muito bem, uma equipa que no ataque soube temporizar, soube retardar a perda da bola ou até a procura da baliza por mais tempo possível e isso enervou também a Espanha”, elogiou.

Já à Espanha terá faltado sentido colectivo. “A Espanha não foi uma equipa colectivamente forte. Foi uma equipa que viveu à base de rasgos individuais – Pedro Gil, Jordi Adroher, Marc Gual e o Xavi Costa muito bem a jogar como pivô e a aproveitar as segundas bolas”, analisou.

Assim, o empate acabou por ser justo. “Era injusto a Itália pelo menos não empatar este jogo. A Itália, como equipa, foi melhor do que a Espanha do princípio até ao final do jogo. Mas os últimos dois minutos da Espanha é de um sufoco tremendo, com pouca clarividência mas com muita objectividade: a bola tem de entrar no pivô e este pode fazer a diferença. E o Costa empatou o jogo”, recordou, agradado com a garra espanhola.

Com este empate, a Itália mantém aspirações ao título. Mas será um candidato real? “Depende muito do jogo de amanhã mas creio que vamos encontrar uma Itália desgastada”, antevê Pedro Nunes. “A Itália tem cinco ou seis jogadores para fazer frente a Portugal, que tem dez jogadores aptos, como demonstrou hoje. Acredito que poderá haver uma forte resistência italiana nos primeiros 20, 25 minutos de jogo mas creio que Portugal é mais forte e vai com certeza levar para o último jogo com a Espanha a vantagem de poder jogar com o empate quando já pouca gente pensava nisso”, prognosticou.

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