Notícia

Benfica 'mete' a sexta com Pedro Nunes

Jul 11, 2018

O Benfica oficializou esta terça-feira a continuidade de Pedro Nunes como treinador da equipa principal.

O acordo, por mais uma temporada, põe fim a alguma especulação sobre a renovação com o técnico. O contrato terminara no mês de Junho e o clube da águia tardava em tornar pública a sua posição.

À beira de completar 50 anos (no próximo dia 24), Pedro Nunes está no comando técnico dos encarnados desde 2013 e parte para a nova temporada com o objectivo de enriquecer um currículo que, ao serviço do Benfica, conta com dois Campeonatos Nacionais (2015 e 2016), duas Taças de Portugal (2014 e 2015), uma Liga Europeia (2016), duas Taças Continentais (2013 e 2016) e uma Taça Intercontinental (2017).

Nestes cinco anos, Pedro Nunes cumpriu, contabilizando de 2016/17 os jogos "anulados" com o Riba d'Ave e a falta de comparência na Taça de Portugal, 210 jogos oficiais à frente do Benfica, com um saldo amplamente positivo, mas nem sempre suficiente para concretizar títulos.

Conquista da Liga Europeia em 2016 foi ponto alto no percurso até ao momento de águia ao peito

Nesses 210 jogos, Pedro Nunes soma 167 vitórias, 17 empates e 26 derrotas, com 1355 golos marcados e 617 sofridos. Por jogo, são quase seis golos e meio apontados, contra praticamente três sofridos, sendo que o registo defensivo - numa equipa de claro pendor ofensivo - é apontado como pecha na equipa.

Dominador na Luz, com 87 vitórias em 95 jogos, a percentagem global de vitórias decaiu. Depois de uma primeira temporada com 81% e uma segunda (a que registou menos golos sofridos) com 85%, os números dos triunfos não chegaram aos 75% na última temporada, que foi também a menos profícua ofensivamente, baixando pela primeira vez dos seis golos por jogo (ficou pelos 5.74). No entanto, defensivamente, com 2.7 golos sofridos por jogo, foi a segunda melhor sob a égide de Pedro Nunes, só superada pela de 2014/15 (2.4), a tal da maior percentagem de vitórias. Sendo que essa foi a segunda pior em registos ofensivos, a defesa também ganha jogos para além de nesse ano ter ganho Campeonato (e Taça).

No Benfica

Na hora da renovação, Domingos Almeida Lima, vice-presidente para as modalidades do Benfica, não poupou elogios ao seu técnico. "Foi com o Pedro Nunes que existiu uma inflexão positiva do hóquei em patins do Benfica. Ajudou-nos a ganhar tudo o que há para ganhar no hóquei", declarou o dirigente à BTV.

No entanto, sendo factual que foi sob a égide de Pedro Nunes que o Benfica fechou a conquista em todas as competições (com a conquista da Intercontinental em 2013), a inflexão aconteceu anos antes. Seria o antecessor de Pedro Nunes, o agora seleccionador nacional Luís Sénica, a acabar com um jejum que já vinha desde 2002, conquistando, entre 2009 e 2013, Taça de Portugal, Supertaça, Taça CERS, Campeonato Nacional e inéditas Liga Europeia e Taça Continental. Uma "inflexão positiva" que Pedro Nunes consolidaria...

Pedro acrescentou depois a Taça Intercontinental ao palmarés das águias, faltando-lhe a nível pessoal (sendo que a equipa não voltou a participar na Taça CERS) "apenas" conquistar uma Supertaça. Esteve em três decisões da prova, mas o triunfo escaparia sempre, e voltará a ficar adiado dado que a próxima edição será disputada entre Sporting e Porto.

Na história do Benfica dos últimos 30 anos, Pedro Nunes já ultrapassou o número de temporadas de Luís Sénica (quatro) ao comando dos encarnados e persegue o registo de Carlos Dantas, treinador entre 1988 e 2003 (15 temporadas!).

Dantas sairia num momento de crise, em que a secular secção encarnada esteve mesmo para fechar, regressando em 2006 para mais três temporadas e meia, antes de Luís Sénica assumir o cargo. Entre as duas passagens de Carlos Dantas, a nau encarnada teve como comandantes Paulo Garrido, de 2003 a Janeiro de 2006, e Nelson Lourenço, que - interinamente - assumiu em três partidas a transição para o regresso de Carlos Dantas, em Fevereiro de 2006.

O mais antigo

A aposta encarnada em Pedro Nunes não tem paralelo entre as equipas da I Divisão. A partir para a sua sexta temporada de águia ao peito, Pedro leva mais duas épocas ao leme que o segundo mais antigo no posto, Guillem Cabestany, com três temporadas completas à frente do Porto.

De resto, entre os 14 treinadores que partem para a nova temporada, dois assumem um novo cargo (Jorge Godinho no Tomar e Rui Neto em Braga) e três entraram com a última temporada a decorrer (Renato Garrido na Oliveirense, André Azevedo na Juventude de Viana e, antes, Nelson Lourenço no Turquel). E a sempre complicada missão de pegar numa equipa que foi formada por outro técnico, nem é rara. Metade dos 14 treinadores que iniciarão a nova temporada, chegaram às suas equipas a meio de uma época, destacando-se Miguel Viterbo que entretanto já leva duas temporadas e meia no banco do Valongo.

Completando para os restantes técnicos, Tiago Sousa cumpriu a segunda época no Marinhense, Hugo Azevedo (Riba d'Ave), Paulo Freitas (Sporting) e Paulo Pereira (Óquei de Barcelos) estão há época e meia nas suas equipas, e Luís Duarte (Paço de Arcos) e Paulo Garrido (Oeiras) assumiram cargos no último defeso.

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