Notícia

«O playoff é viciante»

Oct 06, 2018

O Lodi esteve na Luz apenas três dias antes de iniciar, este sábado, a caminhada de revalidação do título italiano, em busca de um “tri” às ordens do treinador português Nuno Resende.

Em Itália desde 2015 – quando chegou para orientar o Matera - e no Lodi desde 2016, o caminho de Nuno Resende de “giallorossi” tem sido trilhado de sucesso.

Nuno Resende sofreu baixas importantes, mas trabalho para o ‘tri’

Apesar da derrota (5-4) na apresentação do Benfica aos seus adeptos, o técnico considerou o teste “importante”, lamentando apenas a ausência de Luís Querido, lesionado num ombro. Para lá de atrasar a preparação do próprio atleta, a ausência do defensor internacional português terá tirado alguma lucidez na rotação, mas Nuno Resende viu o copo “meio cheio”, destacando a possibilidade de acréscimo de minutos, em particular aos jogadores que agora chegaram.

Já com uma Supercoppa no “bolso”, depois de vencer em duas mãos – nos dois últimos fins-de-semana - o Follonica, Resende vê o Lodi já pronto para a competição, apesar das mudanças que foi necessário operar.

Luís Querido, lesionado no ombro na Supetaça, não pôde dar o seu contributo à equipa

O Lodi perdeu Giulio Cocco (Porto) e Gonçalo Pinto (Benfica) para o campeonato português, mas também o guarda-redes Adrià Català para o Trissino, numa movimentação do defeso que não deixou de surpreender os mais incautos.

Para colmatar as saídas, chegaram Francesco De Rinaldis, num regresso a Lodi depois de duas épocas ao serviço do Sarzana, o corunhês Juan Fariza do Valdagno e o guarda-redes argentino, campeão do Mundo em 2015, Valentin Grimalt.

Não obstante a valia dos jogadores que chegaram a Lodi, houve outras equipas a reforçarem-se – muito e bem – e Nuno Resende recusa, neste arranque de temporada, o estatuto de favoritismo, apesar do objectivo da revalidação.

Grimalt é reforço para a baliza

O principal campeonato italiano mantém um modelo de fase regular seguida de play-off, em que Nuno Resende se confessa… “viciado”. Pela incerteza, pela intensidade, pelo inúmero público que atrai, pelo que exige de jogadores e treinadores, Resende defende acerrimamente o modelo, sem que, no entanto, não deixe de ressalvar que talvez não seja o indicado para Portugal, pela rivalidade exacerbada entre os clubes. Mas o bicampeão italiano considera fundamental haver mais encontros entre as principais equipas.

Outro objectivo do Lodi e de Nuno Resende é o de regressar aos quartos-de-final da Liga Europeia, o que foi conseguido em 2016/17. O Lodi integra o grupo C com Porto, Reus e Saint-Omer, um “grupo muito forte”, mas Nuno Resende não esconde a sua ambição.

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