Notícia

Decano da Selecção 'falha' Barcelona

Jun 04, 2019

Renato Garrido reiterou a confiança nas suas escolhas para a Taça das Nações, que Portugal conquistou em Abril, e levará a Barcelona, ao Campeonato do Mundo, os 10 que levara a Montreux.

Reforçando nos diferentes rescaldos ao quase centenário torneio como valorizara a disponibilidade dos jogadores, Renato abdica agora de Diogo Rafael, que pedira dispensa, sendo na altura substituído por Miguel Vieira, colega de equipa no Benfica.

A não chamada do jogador natural de Turquel poderia ser vista com a naturalidade de uma convocatória onde só “cabem” 10, mas o universal do Benfica era “apenas” o internacional português há mais tempo nas grandes competições.

Diogo Rafael foi preponderante na conquista do Europeu em Oliveira de Azeméis em 2016, apontando os dois primeiros golos portugueses na final

Agora com 29 anos, Diogo Rafael era consecutivamente chamado desde que Rui Neto o elegeu para o Mundial de San Juan, em 2011, na altura preterindo Ângelo Girão e João Rodrigues – pré-seleccionados – nos eleitos finais.

Em 2012, no Europeu de Paredes, seriam pela primeira vez chamados a um grande evento João Rodrigues e Hélder Nunes, agora capitão e subcapitão da selecção das quinas, no segundo grande evento daquele que muito cedo se deu a conhecer ao país com um título nacional de infantis pelo Turquel e que chegou ao Benfica em 2004.

“Xiquinho” chegaria às selecções nacionais precisamente em 2004, chamado ao Campeonato da Europa de Juvenis (Sub-17) em Viareggio pelo agora presidente federativo, então seleccionador, Luís Sénica. Ainda a um mês de completar 15 anos, Diogo dava início a um trajecto pelas principais competições que só teria um interregno em 2009 e 2010, quando já não podia ser chamado aos Sub-20, mas ainda era “verde” para os seniores.

Final da Taça de Portugal marcou o fim da temporada para Diogo Rafael, que terá o defeso para férias; nos últimos 15 anos, só aconteceu em 2009

Ainda assim, em 2010 foi chamado à Taça Latina de Sub-23 (para a qual já fora chamado em 2008) e, em 2011, então com 21 anos e depois de conquistar a Taça das Nações em Montreux, estrear-se-ia num Mundial absoluto, na Meca do Hóquei patinado mundial.

Numa temporada marcada por uma lesão nos primeiros dois meses de 2019, Diogo Rafael parecia regressar à sua melhor forma, encaixando no modelo de jogo preconizado por Alejandro Dominguez. Mas, quatro mundiais e quatro europeus depois, o agora Comendador, que foi chave na conquista do Campeonato da Europa em 2016 – único grande troféu conquistado pela selecção sénior depois de 2003 –, fica a ver o Mundial à distância.

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