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Federações querem Conselho de Administração para o Hóquei em Patins

Mar 01, 2021

Andorra, Áustria, Bélgica, Inglaterra, Alemanha, Israel, Países Baixos e Suíça pedem a Fernando Claro, presidente da World Skate Europe, para considerar a criação de um Conselho de Administração do Hóquei em Patins europeu. #Institucional

Quando, em Abril de 2020, foi anunciada a nova composição da World Skate Europe Rink Hockey, a Comissão Técnica que superintende o Hóquei em Patins europeu, as "pequenas federações" fizeram ouvir-se contra um continuado "monopólio" tripartido entre Portugal, Espanha e Itália.

Agora, oito federações juntam-se num pedido de criação de um "Conselho de Administração" que possa efectivamente gerir em termos de decisões de fundo a modalidade no Velho Continente, deixando para a Comissão Técnica (o apelidado "comité europeu") a gestão diária. A proposta é no sentido de implementar uma organização empresarial, no sentido do "surgimento e crescimento de uma associação desportiva internacional forte, bem administrada e bem governada", pode ler-se na missiva.

Andorra, Áustria, Bélgica, Inglaterra, Alemanha, Israel, Países Baixos e Suíça representam 66% dos países que marcaram presença nos diferentes certames europeus dos últimos anos, a par dos latinos

Portugal, Espanha, Itália e França. Os quatro, que não assinam esta petição, até têm uma competição própria "fechada" - a Taça Latina - organizada pelo WSE-RH.

Apontando à "boa governança corporativa, que inclui todas as partes interessadas nacionais do desporto", é pedido o debate para a criação de um Conselho de Administração para a World Skate Europe Rink Hockey, composto por um membro nomeado por cada nação europeia com Hóquei em Patins, com um voto por nação, e presidido por um dos membros, eleito anualmente e com voto de qualidade ("desempate") adicional. O Presidente da Comissão Técnica - actualmente o português Agostinho Peixoto da Silva - integraria o Conselho de Administração como convidado, mas sem direito a voto.

As oito nações signatárias referem acreditar "ser imperativo que a função deste Conselho seja facilitar a supervisão envolvida e informada da Comissão Técnica, de maneira profissional e empresarial,

oferecendo percepções e contribuições, de forma construtiva e colaborativa, para garantir o interesse coletivo de todas as partes interessadas do Hóquei em Patins na Europa".

Ao proposto Conselho de Administração caberia:

• Fazer e aprovar todas as regras que afetam as nações membros;

• Requerer e aprovar orçamentos anuais e Planos Estratégicos elaborados e apresentados pelo Presidente da Comissão Técnica;

• Delegar ações, por meio do Presidente da Comissão Técnica;

• Receber relatórios trimestrais e anuais dos membros da Comissão Técnica;

• Rever e aprovar as contas financeiras anuais da Comissão Técnica

Vincando que esta abordagem é "normal nos negócios", as oito federações acreditam que tal "encorajará uma visão estratégica europeia mais 'integrada' e criará um enfoque inclusivo de longo prazo em prioridades reais para o desporto no futuro, ao mesmo tempo que possibilita maior transparência operacional e responsabilidade necessárias para o cumprimento das metas de longo prazo".

A petição é assinada pelos presidentes e responsáveis federativos Victor Buen (Andorra), Thomas Haller (Áustria), Tonny van den Dungen (Bélgica), Kos Galos (Inglaterra), Thomas Ullrich (Alemanha), Ofer Elkin (Israel), Ben Veerman (Países Baixos) e Jean-Baptist Piemontesi (Suíça).

A vontade de mudanças, reclamada pelos "pequenos", não é de agora, mas terá ganho premência com uma temporada em que apenas três nações vão competir nas competições europeias e em que se torna cada vez mais importante garantir que há futuro.

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