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«O único interesse em organizar a Liga Europeia foi da EHCA»

Mar 25, 2021

Assumindo a ruptura com a incapacidade e inércia da WSE-RH, João Nuno Araújo, da Oliveirense, um dos membros da EHCA, promete uma revolução no Hóquei em Patins europeu. #LigaEuropeia #Institucional

Foi a apenas 16 dias da data prevista para a realização da fase preliminar da Liga Europeia que a organização da mesma foi atribuída.

O prazo para entrega de propostas terminara a 1 de Março e, face às exigências do "comité europeu", nenhum clube decidiu avançar para a organização. Nem a Associação Europeia de Clubes (EHCA), que integra as nove equipas que vão disputar a prova.

"Face à incapacidade da WSE encontrar soluções e perante a eminência da prova ser anulada, decidimos  avançar com uma proposta", conta João Nuno Araújo ao HóqueiPT.

O director da Oliveirense revela que a relutância do organismo europeu em "abrir mão" do valor económico para atribuição da organização quase comprometeu a prova. "A nossa proposta financeira não tem nada a ver com o que era pedido. Pagamos as taxas administrativas e de arbitragem e não aceitamos pagar mais nada", refere, numa disposição que já tinha sido acordada entre os clubes em Setembro de 2019.

"Fizemos algumas cedências, mas foi a última vez. Não haverá mais condescendência", aponta. "O único interesse em organizar da prova foi da EHCA. Perante a inércia e incapacidade deles, chamámos a nós a responsabilidade e substituímo-nos à missão da World Skate Europe", afirma.

O acordo entre a EHCA e a WSE-RH terá sido alcançado, depois de pressão dos clubes dado o escoar do tempo, na passada sexta-feira, sendo depois a proposta - e a atribuição da organização - formalizada. A ruptura esteve à vista já este ano.

"Perante a incapacidade do organismo, estávamos disponíveis para organizar uma prova entre nós. A World Skate Europe ia deixar, mais uma vez, o Hóquei em Patins sem competições europeias", lamenta João Nuno Araújo.

Fase intermédia pela justiça desportiva

Na proposta da EHCA era pedida uma fase intermédia para apuramento da quarta equipa para a Final Four, disputada entre os segundos de cada grupo. "Pela justiça desportiva, uma fase intermédia seria a melhor solução para encontrar o quarto finalista. Até porque há sempre a hipótese de uma equipa ficar fora da fase preliminar devido à pandemia, e aí, como se apura o melhor segundo?", questiona.

A proposta de alteração do modelo desportivo - sendo que a sede dessa fase intermédia seria decidida em função dos clubes que a disputariam - não terá sido aceite, mas tal não era ponto de honra para a EHCA e não compromete o empenho da mesma em organizar a prova.

Nova prova é ponto assente

Para o futuro, João Nuno Araújo garante uma nova prova. "Vamos jogar uma competição nossa. É ponto assente", afirma taxativamente.

Nessa "Superliga" participarão os 11 membros da EHCA, juntando-se aos fundadores Barcelona, Benfica, Liceo, Noia, Oliveirense, Porto, Reus e Sporting os mais recentes membros Óquei de Barcelos, Forte e Saint-Omer.

"Se tivermos de entrar numa situação de ruptura, como o basquetebol ou o andebol, entraremos", refere, mantendo a porta aberta à parceria com a WSE-RH. Entretanto, no Luso, no decorrer da fase preliminar, será feita uma apresentação - unânime entre os clubes da EHCA - sobre a próxima edição das competições europeias.

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