Notícia

No fim, como no início: aquele nulo tão raro

Jan 24, 2022

Este sábado, Montebello e Forte protagonizaram um daqueles raros nulos no fim dos 50 minutos. É o primeiro nos três grandes campeonatos esta época, mas é tão raro na Serie A1 que há quase 13 anos que não acontecia. #SerieA1

Para muitos, 0-0 será algo sem sal, sem interesse, tempo perdido. Na realidade, não é assim, porque há muito mais no jogo para além dos golos. Mas, num Hóquei em Patins cujas regras, proporcionando muitas bolas paradas, procuram desenfreadamente golos e golos e golos, é cada vez mais raro um nulo.

Entre os três grandes campeonatos - de Portugal, Espanha e Itália -, seria provavelmente fácil apontar o italiano como o principal candidato a que tal resultado aconteça. A Itália é o país do futebolístico "catenaccio", uma cultura defensiva que fez também escola noutras modalidades. E, este sábado, as defensivas de Montebello e Forte - e os guarda-redes Davide Pertegato e Riccardo Gnata - superaram em todos os momentos os ataques contrários em jogo a contar para a 15ª jornada da fase regular da Serie A1.

Assim, o primeiro nulo - e o único até ao momento - entre os três grandes campeonatos, aconteceu de facto em Itália. Mas veio contrariar a história da temporada. E dos últimos anos.

A melhor média de golos

Forte e Montebello estão a realizar temporadas aquém do expectável, agora respectivamente em 4º e 9º, mas poucos arriscariam num nulo no duelo entre duas equipas que tinham marcado em todos os 12 jogos que cada uma tinha realizado. E o Forte apenas terminara três jogos abaixo dos três golos e Montebello apenas um. E a jogo foram Andrea Brendolin e o português Nuno Paiva (pelo anfitrião) e Pedro Gil (pelos visitantes), todos com 12 golos logrados no curso actual do campeonato.

E, em média, nem a espanhola OK Liga do profícuo Barcelona, nem a portuguesa I Divisão Portugal do Hóquei de ataque, batem a actual Serie A1.

Ainda que com menos jogos realizados - 89 contra 101 da OK Liga e 102 da I Divisão - a média de golos italiana é de 7.9 por jogo (703 golos no total), uma décima acima dos 7.8 da média portuguesa (com 792 golos assinalados) e ainda mais distante dos 7.3 da média espanhola (com um total de 740 golos).

Por outro lado, também é em Itália, até ao momento, que menos vezes alguma equipa acabou jogos a zero. São agora cinco com Montebello e Forte, contra seis na I Divisão portuguesa e nove ocasiões na OK Liga espanhola, cinco delas com o Voltregà como protagonista: em três por não marcar e em duas por não deixar marcar.

Quase 13 anos sem um nulo

Da apregoada estratégia defensiva italiana, também apontada ao Hóquei em Patins, seria de esperar ser "fácil" encontrar nulos no passado recente. Mas não...

Andando para trás no tempo, basta "viajar" até à pretérita temporada para encontrar um nulo, mas no táctico Hóquei em Patins espanhol, num embate entre Lloret e Caldes a 12 de Maio. E esse seria o único nulo registado nas fases regulares dos três grandes campeonatos.

Recuemos mais uns anos, em busca de outro nulo. Na pandémica temporada de 2019/20, abruptamente interrompida pela pandemia, não houve nenhum. Mas, na anterior, tinham acontecido dois.

Na I Divisão, a 5 de Dezembro de 2018, o Tomar empatou na recepção ao Barcelos. E, a 9 de Março de 2019, na OK Liga, o Lloret empatou a zero na recepção ao Caldes. Poupando o trabalho ao leitor de subir umas linhas, sim, são os mesmos do da pretérita temporada. Se gosta de golos, será melhor não apostar em bilhetes para este jogo.

E nulos no "malfalado" campeonato italiano? Bem, tal não acontecia há mais de 12 anos. Quase 13.

É preciso recuar até à temporada de 2008/09 para encontrar um desfecho sem golos na fase regular da Serie A1. E, nessa época, não se registou um nulo, mas dois. A 14 de Março, Breganze e Lodi ficaram a zeros, e, apenas duas semanas depois, Hockey Novara e Viareggio repetiram a "gracinha". Um exagero e para não voltar a repetir... até este sábado, 4683 dias depois.

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