Fora do rinque

Rui Ribeiro

Mar 14, 2014

Rui Ribeiro começou a jogar hóquei no Paço de Arcos tinha sete anos. Passou pelo Benfica, Oliveirense e Candelária onde era hoquista “profissional à séria”, diz sorridente. “Nunca tive de trabalhar porque o hóquei sempre me deu rendimento suficiente para eu pagar as minhas contas”, frisa. Porém, o contexto económico do país mudou e, consequentemente, mudou também a disponibilidade financeira dos clubes. Como muitos outros, Rui Ribeiro teve de se adaptar.

Quando se encontrou com a equipa HóqueiPT, Rui Ribeiro não trazia stick nem patins. Na mão trazia uma revista. “Querem comprar uma casa ou vender?”, pergunta após os cumprimentos iniciais, oferecendo-nos a revista.

Rui Ribeiro para além do hóquei

Fora do rinque, Rui Ribeiro trabalha como consultor imobiliário numa conhecida agência nacional. “O meu dia começa às 9 e acaba às 23 horas. Durante o dia sou agente Remax e a partir das 20h sou jogador de hóquei”, explica. Sem ordenado fixo, Rui Ribeiro depende das vendas e das angariações imobiliárias que faz. “Já aconteceu estar a trabalhar ao fim de semana e ir directo para um jogo. É duro mas quem corre por gosto não cansa. E este é o meu futuro”, revela satisfeito. Se de certa forma sente a crise no hóquei, por outra tem sido eficaz no ramo imobiliário. O avançado de 31 anos adora fechar negócios e há pouco tempo vendeu um imóvel no valor de 1 milhão de euros. “Sempre disse que tenho duas paixões: a família e o hóquei, mas como só vejo resultados na minha profissão, o hóquei passa, cada vez mais, para segundo plano”, lamenta. Por trabalhar essencialmente na zona de Oeiras, por vezes os clientes reconhecem-no.

“Adoro o que faço. Comecei há um ano mas já tinha o bichinho desde o tempo em que comprei a minha casa e achei interessante o apresentar as casas aos clientes e a negociação e acabei por vir cá parar”, refere. Sendo que os primeiros seis meses foram de formação, Rui Ribeiro orgulha-se de diversos prémios já conquistados na Remax cujo mérito se refere a resultados, transações e volume de negócios.

No Benfica, na já longínqua época de 2004/05

No hóquei tem saudades do Paço de Arcos que deixou quando foi para o Benfica. “É uma realidade muito triste, ver o Paço de Arcos de hoje e pensar no que era há sete anos atrás”, confessa. “Jogávamos pelos cinco ou seis primeiros lugares. Neste momento lutamos pelo meio da tabela ou mesmo para não descer. São realidades completamente diferentes e nem eu sei lidar muito bem com isso”, lamenta.

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