A 'normalidade' que redunda em triunfos

A selecção de Sub-17 espanhola, às ordens de Cabestany, venceu a primeira Eurockey Cup feminina. O reflexo de uma base alargada e que redunda em conquistas da selecção sénior.

A 'normalidade' que redunda em triunfos

Uma selecção de Espanha venceu no passado dia 10 de Outubro a primeira edição feminina da Eurockey Cup de Sub-17, numa aposta da organização da maior evento de clubes de formação na vertente feminina.

A jogo, para além da selecção espanhola, foram a equipa inglesa do Ely & Chesterton United, um combinado do campus HPR e as equipas espanholas do Alcobendas, AsturHockey, Cerdanyola, Manlleu e Torrelles.

A organização procurou alargar a competição, por exemplo a Portugal, mas a realidade é dolorosa. Em Portugal, é raro surgir uma equipa de formação no feminino em todo o contexto nacional. Uma que seja, entre todos os clubes! E dificilmente, a curto ou médio prazo, haverá mais equipas femininas de formação em todo o contexto português do que num qualquer - um único - clube catalão.

É uma realidade completamente distinta da portuguesa, havendo clubes em Espanha com várias equipas femininas por escalão, da iniciação aos Sub-19, o que cria uma base de recrutamento alargada. Na quantidade é mais fácil encontrar qualidade e tal explicará em grande parte o sucesso da selecção sénior espanhola, agora seis vezes consecutivas campeã europeia (campeã desde 2011!), ou dos clubes, com 13 títulos europeus em 14 edições realizadas.

A OK Liga tem 14 equipas competitivas e há uma OK Liga Plata com outras 14. Em Portugal, o Campeonato Nacional conta com 16 equipas, com disparidades qualitativas evidentes e muitas goleadas confrangedoras.

Guillem Cabestany, seleccionador absoluto masculino e coordenador das selecções de Espanha, assumiu nesta Eurockey Cup o cargo de Ricard Muñoz, "ocupado" a preparar mais um triunfo pela "Armada Invencível" feminina. Numa "experiência muito diferente", deixou elogios "às miúdas", algumas já com um nível de relevo e a garantirem um futuro risonho.

Para Cabestany, há que apostar forte no Hóquei em Patins feminino, "um pouco diferente, mas com a sua espectacularidade".

"Temos de empurrar o Hóquei Feminino. É um sinal de normalidade, simplesmente", sublinha.

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